quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Miscelânea

Há muitos candidatos a vereadores em nossa cidade que não estampam, em seus “santinhos”, em banners, nem em plotters, o nome e/ou fotografia do candidato de seu partido ou coligação à vaga majoritária.

Evidentemente que muitos assim não o fazem porque estão apoiando candidatos de outros partidos (ou conforme afunda o barco, já pulando fora) e seria considerada traição partidária, sujeitos à expulsão do partido.

Mas alguns, pessoalmente ou em carros pela cidade, na maior, pedem em alto e bom som, votos para candidatos à prefeitura, de partidos adversários.

Uma verdadeira miscelânea. Traições a mil estão acontecendo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Debate político entre os candidatos à prefeitura da Laguna


Nesta segunda-feira (19) no Cine Teatro Mussi, a partir das 19h, Debate político com os candidatos à prefeitura da Laguna.
Realização do Núcleo de Jovens Empreendedores da Acil. Aberto ao público. Lotação máxima 250 pessoas.

sábado, 17 de setembro de 2016

Qual é a tua turma, candidato?

"Tão importante quanto saber quem é o candidato, é saber qual é a turma do candidato. Quem paga suas contas e quem vai cobrar, mais adiante, a lealdade. Quem, enfim será o dono e senhor do mandato."
A gente vota no que vê e dá mais poder pra quem a gente não vê...

(Por César Valente)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Os entendidos

“A política não tolera amadores, apenas profissionais”. 
(Deputado federal Cid Carvalho)

Eis uma frase, uma verdade, que deveria ser ensinada a alguns candidatos na Laguna, à vereança e à prefeitura, metidos a entendidos, pensando saber tudo sobre campanha e política.
Além do mais não procuram ser bem assessorados ou se o são, escutam mas não ouvem.
Bem por isso se dão mal em debates, e em comícios não são compreendidos pelos eleitores.

Há quem se estenda muito em suas falações. Outros chegam a narrar grande parte de suas peripécias de infância. Como se o eleitor estivesse interessado nisso.
Bem por isso vão se desenhando as surpresas...

sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Palestra na Udesc

Professor Maurício Pereira, nesta sexta-feira (9) apresenta a palestra “Ser Humano: o valor da vida e o poder da palavra!" no auditório da Udesc, a partir das 19 horas. É aberto ao público e o ingresso será um quilo de alimento não perecível.
O evento é homenagem ao Dia do Administrador.

Maurício Fernandes Pereira é professor associado do Departamento de Ciências da Administração da UFSC, lecionando na Graduação, Mestrado e Doutorado em Administração e do Mestrado Profissional em Administração Universitária. 

Na Laguna só se limpa por onde a Banda passa?

Triste situação que a nossa Laguna está vivendo nesse ocaso de uma gestão medíocre.
Desde terça-feira, véspera de feriado, mais uma vez o lixo não é recolhido, como já vem acontecendo há dias alternados e principalmente antes dos fins de semana.

Os motivos são os continuados atrasos à empresa coletora e/ou à empresa responsável pelo aterro (depósito) sanitário.
Desta vez foi com a empresa Louber (recolhimento) que há duas semanas não recebe as parcelas acordadas. A dívida ultrapassa R$ 1 milhão. 
A prefeitura decretou pontos facultativos, quinta e sexta-feiras desta semana. Um feriadão. Cinco dias sem expediente no total. É para economizar, diz a nota oficial. Claro, está tudo as mil maravilhas mesmo, pra que trabalhar?

Quando da passagem em julho da Tocha Olímpica por nossa cidade, foram feitas limpezas de ruas e de monumentos, fechamentos de buracos e pinturas de meios-fios. Uma beleza! Seria, se tudo isso não tivesse sido feito somente no trecho onde passaria a caravana.

Na última quarta-feira (7), uma variante dessa limpeza também foi feita e o lixo que estava acumulado em toda extensão da rua Gustavo Richard  também foi varrido e recolhido bem cedo.
Mas vejam: foi recolhido somente nesta rua porque justamente ali era a passarela onde aconteceria o desfile de 7 de setembro.

Com isso o público não percebeu a sujeira em que se encontrava o local poucas horas antes. Ou terá percebido?
Já as outras ruas da cidade continuam fedendo com o lixo acumulado há vários dias. Uma vergonha! Já é caso de ameaça à saúde pública.

Eis um clássico exemplo de asseio de fachada, de varrição de sujeira para debaixo do tapete, de limpeza tão somente por onde a Banda passa. Literalmente.

Querem enganar a quem?

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Fica vermelha cara sem vergonha, fica vermelha

Acho uma graça quando ouço por aí, inclusive em programas de rádio, que tal político lagunense é conservador, tímido e que fica constrangido em falar em público.

Só não é nada disso nos bastidores, nos acertos políticos, na hora de indicar inúmeros parentes para cargos na prefeitura. Aí fica esperto rapidinho e perde a timidez logo, logo. E nem fica vermelha, a cara sem-vergonha.

Na mosca!

“Não é a política que faz o candidato virar ladrão. É o seu voto que faz o ladrão virar político”.
(Autor desconhecido)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Morre o Toninho-cozinheiro, aos 55 anos

Na madrugada desta quarta-feira, em nossa cidade, faleceu Antônio Sebastião Machado, o conhecido Toninho, aos 55 anos, vítima de enfarte. Cozinheiro, trabalhou em vários restaurantes da Laguna, dentre eles o Pardhal's, na Praça Vidal Ramos.

Corpo está sendo velado na sala mortuária da igreja Nossa Senhora Auxiliadora, bairro Progresso, e sepultamento vai ocorrer às 17 horas de hoje, no cemitério da Cruz.

Sentimentos aos familiares e amigos.

Morre Poliba, aos 53 anos

Foto: Elvis Palma
O conhecido Poliba (Anselmo Joaquim), guia de turismo mais antigo da Laguna, carnavalesco, morreu aos 53 anos, no início da noite de ontem, no Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos, vítima de paradas cardiorrespiratórias.

Corpo está sendo velado na capela mortuária Central de Luto Cristo Rei, ao lado do Ceal, e seu sepultamento ocorrerá às 15h30, desta quarta-feira (7), para o cemitério municipal da Glória.

Sentimentos aos familiares e amigos.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Na Semana da Pátria de 1950 o Rio Grande do Sul homenageou Laguna

As comemorações cívicas da Semana da Pátria em 1950 começaram com a tradicional corrida do Fogo Simbólico partindo de nossa cidade em direção a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Laguna foi indicada por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, que a sugeriu à Liga de Defesa Nacional.
O motivo da escolha foi o passado histórico da cidade Juliana, ligado profundamente à conquista e povoamento do solo rio-grandense.
Da Laguna partiram os pioneiros povoadores, como João de Magalhães (genro de Francisco de Brito Peixoto), João Rodrigues Prates, Domingos Gomes Ribeiro, José Vicente Bandeira, João Braz Lopes, e outros que em 1725 se transferiram para as estâncias do sul e ali fixaram residência.
Um cartaz confeccionado pela Liga da Defesa Nacional - Diretório do Rio Grande do Sul, especialmente para divulgação do evento, mostra o percurso percorrido, os municípios por onde passou a Tocha até o seu destino.

Foto: Valmir Guedes Jr.

O Fogo Simbólico partiu de nossa cidade em 27 de agosto de 1950, levado até Florianópolis e depois seguindo por São José – Palhoça – Bom Retiro – Lages – Vacaria, cruzando diversos municípios da Serra Gaúcha e se desdobrando nas chamadas centelhas por várias outras localidades, praticamente cobrindo todo o vizinho estado. Chegou finalmente a Porto Alegre à zero hora do dia 1º de setembro daquele ano.
O desenho de um atleta no canto superior direito também se destaca na publicação, assim como um texto de abertura onde está escrito:

“Laguna é uma célula-mater na formação territorial e racial do Rio Grande do Sul.
Era a mais avançada das possessões portuguesas quando em 1860, Manuel Lobo fundou a Colônia de Sacramento, na atrevida e previdente marcha da política lusitana sobre o Rio da Prata.
Entre Laguna e Colônia – um deserto – que seria o Rio Grande... E esse Rio Grande, construído com o sangue, o suor e a lágrima de uma geração de heróis, teria um berço: Laguna”.

 Logo após, um belo escrito do poeta, jornalista, político e historiador Afonso Aurélio Porto, especialista na história do Rio Grande do Sul:

“Outros palmilharam os nossos rincões. Viram desdobrarem-se à frente numa alucinação gloriosa de beleza, as verdes planuras do meu pago, onde no dorso dos baguais indomáveis voaram os minuanos ginetes, sopesando as lanças legendárias, iluminuras fantásticas de primitivas arrancadas heroicas.
Outros desbravaram as serranias imperrias imperiais, estacando de súbito nas verdes clareiras iluminadas de sol, ante os desnivelamentos abruptos a cavaleiro dos pampas, verdes lençóis revoltos de pastagens, que seriam mais tarde o cenário magnífico em que os filhos dos lagunenses fundariam a primeira estirpe dos gaúchos.
Outros vieram e passaram. Mas vós ficastes. E o gaúcho deve proclamar com orgulho a sua filiação histórica”.

A solenidade cívico, religiosa e esportiva começou em nossa cidade às 7h15m do dia 27 de agosto, um domingo, na Praça Floriano Peixoto (hoje Vidal Ramos), com concentração de alunos dos estabelecimentos escolares, associações esportivas, associação de escoteiros e as Bandas Carlos Gomes e União dos Artistas.
Quinze minutos depois uma missa foi oficializada na igreja Matriz pelo padre Gregório Warmeling, da Paróquia Santo Antônio dos Anjos. A tocha foi acesa pelo vigário na “lâmpada sagrada da nossa igreja” e em seguida entregue ao prefeito da Laguna Alberto Crippa, que a conduziu pelas ruas Jerônimo Coelho e Raulino Horn até a Praça da Bandeira (hoje República Juliana).

O prefeito da Laguna Alberto Crippa, conduzindo a Tocha do Fogo Simbólico da Pátria, na então Praça da Bandeira. O segundo da esquerda para direita é o professor Ruben Ulysséa. Na extrema direita Júlio Marcondes de Oliveira.
Foto: Bacha
No local foi acesa a pira especialmente instalada à ocasião, cantado o Hino Nacional, e hasteada a Bandeira pelo jornalista Túlio de Rose, redator esportivo dos jornais Correio do Povo e Folha da Tarde e organizador da Corrida Simbólica.
Professor e historiador Ruben Ulysséa discursa na solenidade.
De costas o prefeito Alberto Crippa. Foto: Bacha
Durante as solenidades usaram da palavra o historiador lagunense, professor Ruben de Lima Ulysséa, e os deputados estaduais lagunenses Armando Calil Bulos e Oswaldo Rodrigues Cabral. (Sim, sim, leitor, é isso mesmo que você leu, Laguna já teve dois deputados na mesma legislatura!).
O dr. Tupi Barreto leu as mensagens enviadas ao povo lagunense pelo governador do Rio Grande do Sul, Walter Jobin, e pelo prefeito de Porto Alegre, Ildo Meneghetti.

O prefeito Alberto Crippa junto aos atletas que conduziram o Fogo Simbólico.
E finaliza toda garbosa a reportagem do jornal O Albor, há 66 anos atrás, descrevendo o final do evento, em extenso parágrafo, de um fôlego só, de onde retirei algumas dessas informações:

“E em presença de grande multidão que se encontrava na praça e ruas adjacentes, entregou o prefeito Alberto Crippa o facho simbólico da Pátria ao primeiro atleta, que sob vibrante salva de palmas circulou a Praça da Bandeira, partindo então, para sua gloriosa jornada cívica, deixando a arder de alegria e patriotismo não somente a pira simbólica no altar da Pátria, mas os corações agradecidos dos filhos de Brito Peixoto e João Magalhães, os intrépidos desbravadores de sertões e descampados, nas terras no sul, onde se levanta hoje a joia maravilhosa dos pampas e flameja a nossa querida bandeira, ao lado da gloriosa flama dos bravos farroupilhas”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

BNDES explica por que as obras do Mercado Público da Laguna estão paradas

As obras de restauração e adequação do Mercado Público da Laguna seguem paradas pela falta de liberação de recursos. O BNDES explica as causas

O Banco, através de correspondência enviada à Câmara de Vereadores de nossa cidade, mostra os motivos das obras estarem suspensas.
O ofício recebido atende requerimento do vereador Andrey Pestana de Farias (PSD), que no Grande Expediente desta segunda-feira fez pesadas críticas ao prefeito Everaldo dos Santos sobre o fato. 
"Falta é competência e vergonha na cara pro prefeito. Se tivesse, a cidade não estaria desse jeito", disse o vereador. Que foi além, ressaltando que "Há muitas autoridades que vão para as rádios para falar bobagens".

Foto: Elvis Palma
Em sua correspondência o BNDES esclarece que, “no momento, a liberação de recursos ao projeto de restauração do Mercado se encontra suspensa por motivos externos a este projeto específico, mas relativos à Beneficiária do apoio, ou seja, a Fundação Lagunense de Cultura”.

E quais seriam esses motivos externos?
Diz o BNDES que “A Fundação Lagunense de Cultura não comprovou, até o momento, a adequada execução física e financeira dos projetos culturais de implantação do Memorial Tordesilhas e de execução do Projeto Museográfico do Museu Casa de Anita, ambos apoiados pelo BNDES no âmbito do contrato”.

O BNDES também informa que em setembro de 2015 tomou ciência a partir de ofícios do Departamento da Polícia Federal de Santa Catarina, “da instauração de investigação criminal com o propósito de apurar, dentre outros fatos, a suspeita de crime no processo licitatório para a contratação dos prestadores de serviços responsáveis pela execução desses dois projetos”.

Logo, a liberação de recursos para o Mercado Público só poderá ser retomada com a correta execução dos dois Projetos acima citados. 
Foto: Valmir Guedes Jr. Placa não mais existente defronte ao Mercado.

Na obra, será investido um total de R$ 3.779.742,16. O BNDES informa também que foram reembolsados até agora R$ 1.200.000,00, que corresponde a 31,7% do valor total. O prazo de conclusão para o término da obra, já expirado há mais de quatro meses, foi de 15 de abril de 2016.
E finaliza o BNDES que “na impossibilidade do cumprimento, serão aplicadas as devidas penalidades previstas em Contrato”.

Eis a verdade dos fatos, senhores. Nada mais
Enquanto não se resolverem as prestações de contas, as pendengas judiciais dos Projetos Memorial Tordesilhas e do Museográfico Casa de Anita, as obras do Mercado Público com recursos do BNDES não terão continuidade.

O prefeito Everaldo dos Santos promete pelas rádios a inauguração da obra do Mercado para este ano. Não passa meramente disso: uma promessa feita a meros quatro meses de deixar a prefeitura. Mais uma que não será cumprida.

Eis um péssimo exemplo de má gestão do poder público municipal. É por essa e outras que Laguna está como está.

Que o novo prefeito da Laguna eleito e empossado para o próximo mandato descasque mais esse abacaxi que será herdado.

Se "santinho" ganhasse eleição...

Eleições municipais de 1996. Um candidato a vereador por Laguna não confeccionou  seu "santinho" e ganhou o pleito com 848 votos. Seu nome? Hugo Bittencourt Ribeiro (PFL).

Em meu jornal Tribuna Lagunense da semana seguinte, pretendia trazer as fotos de todos os eleitos, prefeito, vice e vereadores. Mas como fazer se faltava um retrato  para completar a página?

Fui até a lanchonete Brasão, do Chico, encontrei o seu Hugo batendo papo com o João Vicente, no cafezinho. Pedi licença e fiz a foto do vereador eleito, no mesmo tamanho e perfil dos demais. Ficou igualzinha a de todos eles.

A galeria saiu completa no jornal, com os então 15 vereadores eleitos. Com isso os colecionadores de figurinhas (santinhos) puderam completar seus disputados álbuns.

Álbum de figurinhas

Já é uma tradição. A cada eleição o pessoal monta seus próprios álbuns de figurinhas com os "santinhos" (propaganda) dos candidatos a vereador, prefeito e vice.

Antônio Carlos Marega e Edésio Joaquim estão entre os maiores colecionadores da Laguna desse tipo de material de divulgação eleitoral.
Diz o Edésio que há figurinhas fáceis, antigamente chamadas de “chernes” e que rolam aos milhares por aí. Dá até pra jogar bafo com elas.

Mas há também, como em todo álbum, as difíceis de se encontrar, parecendo que os candidatos não as imprimiram ou não as distribuem, ou as escondem por vergonha, ou sei lá o quê. 
Se ainda fossem figurinhas carimbadas dava pra receber algum prêmio... uma batedeira, um ferro elétrico, um liquidificador, uma bola...

Candidato a vereador pede socorro

Vai entrar para o folclore político da Laguna, ora se não vai.
Um candidato a vereador, dos mais conhecidos, é visto diariamente percorrendo o centro da cidade, principalmente no trecho entre o Museu e ruas Raulino Horn e Gustavo Richard.

E o que tem isso de tão importante?
Bem, a cada conhecido que encontra, mesmo estando do outro lado da rua, grita o nome do eleitor e clama aos céus, desesperado pelo seu voto:

- Fulano, me ajuda!

Um mês sem o sino do Museu

Hoje, 5 de setembro, completa exatamente um mês que o Museu Anita Garibaldi amanhecia sem o seu tradicional sino.
Jornais publicaram que um suspeito teria sido preso e que um trio teria levado a relíquia num veículo marca Saveiro para um colecionador de Imbituba, conforme informava o delegado de Polícia.
De lá pra cá mais nenhuma novidade.

Pelo jeito o sino entrou para o rol do “Laguna já teve”.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Guerra de pedidos de impugnações

Está existindo uma verdadeira guerra jurídica, com inúmeros pedidos de impugnações de candidaturas que atingem os cinco postulantes à prefeitura da Laguna. 
A thurma "querem" ganhar no tapetão. Aguardemos as decisões da Justiça.

Jornal Diário do Sul em suas edições de ontem e hoje trouxe matérias sobre o fato. Para lê-las basta clicar aqui e aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ausências políticas

Agora com a propaganda eleitoral começada, com reuniões e comícios sendo realizados, muitos eleitores estão se perguntando e estranhando as ausências de conhecidos correligionários nas campanhas de três dos cinco candidatos à prefeitura.
São colegas de partidos, inclusive dois deles cumprindo mandatos, que parecem estar ausentes da campanha em apoio aos candidatos dos seus respectivos partidos à prefeitura da Laguna.

Vejamos. Até agora não se viu o prefeito Everaldo dos Santos discursar nos comícios pedindo votos para o candidato de seu partido (PMDB) Mauro Candemil. O prefeito até foi visto pelas imediações no comício no bairro Progresso, semana passada, mas ficou à porta, só observando. Não subiu no palanque, nem discursou.
Não terá sido convidado? De alguma forma foi proibido de participar? Quem afinal ele está apoiando?

Já nos comícios de Samir Ahmad (PP) é notada a ausência do presidente da Câmara e vereador Roberto Carlos Alves (PP) discursando e cabalando votos para o candidato do seu partido à prefeitura. 

E finalmente, a ausência do ex-prefeito Célio Antônio (PT) nos comícios do PT, em busca de votos para a candidata de seu partido Tanara Cidade de Souza. Aliás, pelo que se tem notado, sumiram também na propaganda eleitoral da candidata a tradicional estrela e a cor vermelha do partido, que virou lilás.

Por que as ausências? O apoio explícito em palanques não é bem vindo? Tira em vez de somar?

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Tolo o lagunense não é

Nosso historiador-mor, o lagunense Oswaldo Rodrigues Cabral, já dizia que “O lagunense é gente de brio, é preciso que se previna...Perdoa, mas não esquece. E lá um dia, quando pode, cobra de quem lhe afrontou, com os juros do ridículo, a conta dos agravos...”


E continuava: “Se há gente que descobre o calcanhar de Aquiles do seu próximo num abrir e fechar de olhos é a gente lagunense”.
E mais, escrevia Cabral:

“É uma gente, que tanto ou mais que o carioca, ela cria piadas, surpreende tiques, descobre fraquezas, aplica alcunhas, “põe pitáfios”, alfineta vaidade, desmancha cartazes com uma técnica impecável. Sem alardes. De mansinho, saboreando a piada. Gozando o espetáculo das suas “marionetes”. Animando-as a que se rebolem. Rindo dos rebolados. Soprando que nem bomba de gasolina as vaidades, para depois gozar o prazer de ver o esvaziamento, dando linha aos peixes para sentir o prazer da fisgada, dando corda para que se enforquem os tolos, só para apreciar o triste dos enforcados, e isso tem enganado a muito forasteiro, muito cabra metido a besta”.

E é o que mais se vê por aí, principalmente no meio político. Quantos no passado acharam que eram os tais na Laguna e quebraram a cara cedo cedo? Quantos acharam que estavam eleitos (ou reeleitos) ou feito seu sucessor(a) e foram surpreendidos por uma reação do povo, que não esperavam? Uma reação que não era o que sentiam nas ruas? Nos abraços, nos elogios, cumprimentos e sorrisos?

Mas a história sempre se repete e há os que não aprendem com ela. Mudam os personagens, mas o enredo é o mesmo.
Basta um breve retrospecto na nossa história política-administrativa para se chegar a essa conclusão.

Que muitos políticos, principalmente os neófitos desta próxima eleição não se deixem enganar. O lagunense pode não falar diretamente, se calar quando lhe convém, não se expor para não sofrer represálias, cidade pequena e tal, mas por dentro não se faz de tolo.

Urde, quietinho sua resposta e na primeira oportunidade dá o troco nas urnas com a pouca atenção que recebe de governantes ocasionais, de representantes que fazem pouco caso de seus problemas mais preeminentes, que não atendem suas reivindicações básicas, que lhe enganam com promessas nunca cumpridas. 

O lagunense percebe ao longe os conchavos, os acertos nos bastidores, o jogar pra plateia.
Se ainda há os que pensam que somos uns amarelos da farinha, papa-siris ingênuos, rapidamente vão descobrir a verdade. E encerrar suas carreiras bem cedo. Alguns até mais cedo do que imaginam.

Tolo o lagunense não é. Nunca foi.

sábado, 27 de agosto de 2016

É muita rede pra pouco peixe...

“Do Muito e do Pouco”, com Oswaldo Montenegro (letra) e  Zé Ramalho (Música) espelha bem a realidade, inclusive de nossa cidade. A luta desenfreada pelo poder. Podres poderes...

Muita cabeça pra um só chapéu...

Reflete o momento político que estamos atravessando, com campanhas começando a todo vapor e dezenas de candidatos em busca do precioso voto. E muitos deles meros vivaldinos por aí, ainda enganando trouxas com suas conversinhas suaves e mentirosas.

Se em terra de cego quem tem um olho é rei... Imagine quem tem os dois...

Cobras criadas

Pode-se medir a qualidade de alguns candidatos a vereador, quando somente agora passam a criticar o prefeito atual, que está a quatro meses de deixar a casa.

Enquanto estiveram lá, na Câmara, ou por algum tempo em cargos comissionados na prefeitura, e através dos seus indicados, mamando bem mamadinho, o chefe era elogiado por eles e ai de quem falasse mal de Everaldo dos Santos nas redes sociais ou em conversas.

Agora malham o prefeito na maior cara de pau, em conversas, reuniões, áudios, vídeos e até nos comícios, sem ficar corados, sem qualquer constrangimento. Oportunistas!
Acham certamente que nós os eleitores somos todos idiotas ou de memória curta.

A quem pensam que enganam?