sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Sumiram peças da Casa de Anita

No ano de 2016, por duas vezes o Museu Casa de Anita, ao lado da Matriz, foi arrombado.
Do seu interior, conforme informado pela prefeitura à época, foram surrupiados dinheiro referentes à arrecadação de ingressos. Cerca de R$ 120,00 e R$ 300,00, respectivamente. A placa em bronze, frontal da edificação, já havia sido roubada. Mais tarde foi substituída por uma outra.

Pois bem. Fotos feitas ontem na Casa de Anita demonstram que também sumiram peças de seu acervo. E o sumiço se deu de janeiro de 2015 para cá.
Vejamos. Em 27 de janeiro de 2015 a TV Unisul fez uma reportagem sobre a Casa e seu acervo.

Nas imagens da Unisul (aqui) aparecem, por exemplo, nas prateleiras de uma cristaleira, diversos utensílios domésticos como bule, gomil, xícara, decanter, vaso, etc., inclusive uma sopeira branca em louça francesa, século XIX, além de outro vasilhame tipo jarro d’água, na cor azul. Um total de 13 peças.
Veja: 
Foto de filmagem feita em janeiro de 2015.
Na foto feita ontem, só restam 11 peças na cristaleira. Duas peças desapareceram misteriosamente. Não por acaso, as maiores em tamanho. 

Veja abaixo:

Foto feita ontem.
Sumiram a sopeira branca em louça francesa, século XIX, além de outro vasilhame tipo jarro d’água, na cor azul.
Eis as fotos das duas peças que desapareceram:



Esta duas canastras (baús) com cerca de 150 anos, sumiram.
Essas duas canastras (baús) de ferro (foto acima) que também existiam na Casa de Anita, peças com cerca de 150 anos, trazidas pelos imigrantes italianos quando vieram para a região sul do estado, lá também não se encontram mais. Mas aparecem nas filmagens feitas em janeiro de 2015, e em outra filmagem mais antiga, de setembro de 2013.

Alguém tem de ser responsabilizado pelo sumiço das peças. Onde estão? Não seria o caso de acionar o Ministério Público? o Iphan? A Polícia Federal? São peças de valores históricos, um patrimônio nacional que está se perdendo. Laguna não é patrimônio nacional? Ou está valendo somente para prédios?

Não sei se já está sendo feito, acredito que ainda não, um completo inventário dos acervos do Museu Anita Garibaldi e Casa de Anita, que desde o dia 1º de janeiro retornou à alçada da Fundação Lagunense de Cultura.

O ex-secretário de Turismo, gestão passada, possuía o livro Tombo com as doações nominais efetuadas desde a criação dos dois Museus.
Sabe-se que muitas peças, com o passar dos anos, sumiram de seus interiores e até do exterior, como foi o caso do Sino do Museu Anita Garibaldi, roubado em 4 de agosto do ano passado.

Digo que o inventário tem de ser feito urgentemente pela nova administração, através da Fundação Lagunense de Cultura, até para que seus titulares se resguardem de responsabilidades no futuro, demonstrando com isso a herança recebida.

Mas divulguem o resultado.

Achados & Perdidos

Prefeito Mauro Candemil deveria mandar abrir a porta do andar térreo do prédio verde da foto, situado ao lado das Docas.
Pode se surpreender com o que vai encontrar no local, um depósito improvisado da prefeitura. Aliás, a prefeitura paga também aluguel por mais este local? Ou é "de grátis", só emprestado?
Por questão de transparência, deveria divulgar os achados, com fotos, no site da prefeitura.

O primeiro “buraco da Nalha” foi em 1996. E estamos conversados!

Ai, ai. Algumas pessoas estão duvidando do que afirmei aqui, em post passado. Que a enxurrada que derrubou pela 1ª vez o Morro da Nalha (fundos da Carioca) aconteceu em março de 1996, portanto há 21 anos, na administração do prefeito Nazil Bento Jr., que sendo vice de Jorge Zanini o havia substituído um ano antes devido a sua renúncia.
Alguns alegam que a enxurrada se deu no ano 2000.

Pois aqui está. Foto da página 3 do meu extinto jornal Tribuna Lagunense  de 30 de março de 1996, onde estampo várias fotos dos estragos da época, inclusive do “buraco da Nalha”.

Aliás, por falar nele, foi divulgado nesta semana que um projeto de recuperação e contenção daquela encosta (Rua Júlia Nascimento) será elaborado pela Amurel. Custo estimado da obra em mais de R$ 500 mil, conforme o prefeito Candemil.

Quero lembrar que lá em 1996, um projeto foi elaborado pelo então engenheiro da prefeitura Luiz Eduardo Pinho Medeiros (Putuca), com os chamados “gaviões”, drenagem de solo, cálculo estrutural, etc. As obras foram executadas pela firma do Ronaldo Kfouri.

Projeto deve estar nos arquivos da prefeitura. Em tempos de crise, não daria para reaproveitá-lo?

MPSC ajuíza ação contra Casan e Município da Laguna por irregularidades no sistema de esgoto

Uma das bacias da rede de coleta, referente ao bairro Mar Grosso, funciona sem licença ambiental, e diversas ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial causam poluição nas vias públicas e na Praia do Mar Grosso.
O emissário submarino da Casan, ao fundo. Sem licença ambiental, conforme o MPSC.
 Foto: Elvis Palma
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca da Laguna, ingressou com Ação Civil Pública contra o Município da Laguna e a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) para a regularização do sistema de escoamento pluvial e do sistema de esgoto sanitário do bairro Mar Grosso.
Foto: Divulgação/MPSC
Segundo a Ação, foi instaurado em 2013 um inquérito civil, a partir de abaixo-assinado apresentado na Promotoria Ambiental da Laguna, para verificar a regularidade do sistema de esgoto da Casan no bairro.

A Bacia A, referente à área do Mar Grosso, atua mediante emissário submarino, tubulação utilizada para lançamento de esgotos sanitários ou industriais no mar, aproveitando a capacidade que as águas apresentam de diluir os poluentes. Em consulta ao sistema da Casan, porém, a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) constatou que esse emissário submarino estava funcionando sem licença ambiental.

Em audiências extrajudiciais com a Prefeitura da Laguna, a Casan, e outros órgãos ambientais, o MPSC buscou realizar um Termo de Ajustamento de Conduta para que a companhia regularizasse o emissário submarino, fosse por meio da obtenção de licença ambiental, ou ligando o sistema da Bacia A na rede de coleta e tratamento de esgoto das demais bacias, que possuem licenciamento ambiental.

Apesar de se comprometer a normalizar a situação e recuperar os danos ambientais causados pelo emissário, a Casan não apresentou nenhum tipo de estudo e nem realizou o projeto de interligação da Bacia A no sistema de esgoto sanitário da Laguna.

O Município da Laguna adotou algumas medidas, embora simbólicas e pouco efetivas, no último verão de 2016, quando autuou alguns edifícios por emissão escancarada de esgoto na rede pluvial, principalmente na Rua Rubens de Lima Ulysséa. Nesta rua, em específico, diversos edifícios têm seu esgoto diretamente ligado no escoamento pluvial, ou não possuem sistema individual compatível com o número de usuários do prédio. Assim, em épocas de veraneio, quando a cidade lota, o esgoto transborda a céu aberto.
Esgoto pluvial com ligações clandestinas.
Na ação, o Ministério Público requer que a Casan e o Município da Laguna paguem indenização pelos danos ao meio ambiente e à saúde pública, nos valores de R$ 1 milhão para a companhia e de R$ 100 mil para a Prefeitura. Desses valores, 50% dos valores revertidos em prol do Fundo de Reconstituição de Bens Lesados e 50% em prol do Fundo Municipal do Meio Ambiente.

Requer, também, que uma série de medidas sejam adotadas pela Casan e pelo Município, com aplicação de multas no caso de descumprimento. Veja abaixo:

Pela Casan e pelo Município:
Apresentar à Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), no prazo de 60 dias úteis, um projeto de recuperação da área degradada, com prazo de execução, sob pena de multa diária de R$ 1 mil em caso de atraso.
Formar força-tarefa para realizar pelo menos quatro fiscalizações mensais in loco nos locais em que há esgoto na via pública, sob pena de multa mensal de R$ 10 mil.
Entregar relatórios trimestrais das atividades feitas à 2ª Vara Cível da Comarca da Laguna, sob pena de multa trimestral de R$ 50 mil.

Pela Casan:
Por ter sido remunerada por um serviço inadequado e sem licença ambiental, depositar os valores da tarifa de esgoto no bairro Mar Grosso até a regularização da situação. Em caso de descumprimento, multa diária de R$ 1 mil, com possibilidade de bloqueio judicial dos valores.
Instalar sistema de esgoto na Rua Rubens de Lima Ulysséa e adjacentes até julho de 2017.
Entregar à Fatma um estudo ambiental para a desativação do emissário submarino até dezembro de 2017.
Regularizar o sistema de esgoto da Bacia A e obter licenciamento ambiental até junho de 2018.

Pelo Município:
Impedir obras, serviços, empreendimentos ou atividades que possam causar despejo de resíduos na rede pluvial do bairro Mar Grosso. Exigir licença ambiental dos empreendimentos para conceder alvarás de construção, sob pena de multa de R$ 50 mil por alvará concedido sem licença.
Impedir novas construções na Rua Rubens de Lima Ulysséa e ruas adjacentes que não possuam sistema de esgoto até que sejam instalados pela Casan, sob multa de R$ 50 mil por obra autorizada.
Interditar edifícios e residências autuados por sistema de esgoto clandestino, caso persistam na poluição, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

No momento a Ação aguarda a análise do pedido de liminar pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Cível da Laguna. (ACP  n. 0900005-38.2017.8.24.0040).

Fonte: MPSC

Museu Anita Garibaldi continua sem mastro e bandeira do município

Hoje completam vinte dias de uma nova gestão e até agora o mastro com a bandeira do município não retornaram à parede frontal do Museu Anita Garibaldi.

A responsabilidade dos museus da Laguna, Casa de Anita e Anita Garibaldi, retornou à Fundação Lagunense de Cultura, já que o convênio anteriormente celebrado na gestão anterior com a secretaria de Turismo do município cessou no último dia do ano.

PS: O mastro e a bandeira, para quem não sabe, estão "depositados" num canto do andar superior do Museu.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Prefeito na Rádio

Prefeito Candemil esteve no programa do Batista Cruz desta quinta-feira pela manhã, na Rádio Difusora. Os assuntos, com algumas variações, foram os mesmos abordados na noite de ontem na Câmara.
Mas uma resposta me chamou a atenção.
Lá pelas tantas, indagado pelo rádio-repórter Cruz, sobre qual teria sido o maior erro do ex-prefeito Everaldo em sua administração, Candemil disse que, na sua opinião, faltou maior divulgação da gestão passada.

Não concordo, já que os fatos demonstram o contrário. Penso que Candemil não foi feliz em sua resposta. Talvez por não ter acompanhado mais de perto a realidade da Laguna nos últimos quatros anos, não tenha percebido os fatos, ou não tenha querido ferir melindres, sei lá.

Mas se houve um prefeito que recebeu maciça divulgação de sua gestão na mídia local e regional sul, foi o prefeito Everaldo dos Santos. Não havia um dia sequer que o ex-prefeito não emplacava aos microfones de uma rádio da Laguna ou de Tubarão, inclusive em emissora de TV. 
Até jornalista profissional foi contratado pelo prefeito para especificamente emplacar releases nos meios de comunicação que eram fartamente divulgados pelos jornais e alguns sites.

Sabem qual foi o orçamento municipal no primeiro ano (2013) do governo passado em publicidade? Cerca de R$ 2 milhões. E por volta de R$ 1 milhão nos anos seguintes. Não é pouco.

O grande problema, é que o discurso do ex-prefeito Everaldo ficou repetitivo, como se ainda estivesse em campanha, e cansou. Era os chavões da rua Júlio Maurício, avenida Marronzinho...

Bem por isso, através de pesquisas internas, o vice-governador deve ter detectado o alto índice de rejeição devido à má gestão, e bem por isso trocou rapidinho de candidato na Laguna, apoiando Candemil, tornando-se com essa mexida, o maior responsável pela vitória.

O que os mais atentos já perceberam é que o prefeito Candemil parece estar cheio de dedos, de salamaleques ao falar da administração passada. Talvez porque ambos pertencem ao mesmo partido, o PMDB.

Se o ex-prefeito pertencesse a um partido de oposição a história seria diferente? As críticas seriam maiores? A realidade nua e crua da péssima situação em que encontrou a prefeitura da Laguna seria melhor mostrada à população?

Prefeito na Câmara

Na quarta-feira à noite (18), como escrevi no post anterior, prefeito Candemil sentou-se à Mesa Diretora da Câmara de Vereadores da Laguna, ao lado do presidente da Casa, Cleosmar Fernandes e do vice Adilson Paulino, na foto.
Foto: Elvis Palma
Usando da palavra por cerca de 40 minutos, o prefeito se desculpou por sua ausência quando da realização da primeira sessão. Afirmou que estava em reunião com seu colegiado e não pode comparecer.
Foto: Elvis Palma
Eis alguns tópicos abordados:

Situação financeira da prefeitura
"Não entramos com pedido de calamidade financeira, como outros municípios porque achamos que seria extremismo de nossa parte levar para esse lado, até porque ainda não temos um dado concreto de quanto foi deixado".

Folha de Pagamento
"Os recursos chamados de repatriação, em 30 de dezembro que poderiam ser gastos na folha de pagamento, na ordem de R$ 840 mil, foram pagos para fornecedores. Foi opção, escolha do gestor anterior. Não posso questioná-lo porque fez essa opção, mas sobrou pra mim, pra nossa administração.
Quero ver os recursos que vão cair no caixa da prefeitura para honrar pelo menos a folha de janeiro, inclusive o duodécimo da Câmara".

IPTU
Sobre este item específico, alguns dados chamaram a atenção dos presentes. Dos 35.639 carnês distribuídos pelos correios, cerca de 8 mil carnês voltam por problemas de endereço e nomes.
Candemil também salientou que há muitas residências de luxo, na região do Farol, Camacho, Barbacena, Praia do Sol, Ribeirão, etc. que não possuem imposto lançado. Salientou que há diversos casos no Balneário Mar Grosso em que prédios construídos só recolhem o imposto do terreno. Providências serão tomadas. Prefeito prometeu um completo levantamento, através da contratação de uma empresa especializada.

Morro da Nalha
Projeto estrutural a ser realizado pela Amurel, prevendo muro de contenção e drenagem, pedido já foi entregue. Um orçamento de mais de R$ 500 mil. Recursos serão buscados através de emendas parlamentares ou no governo do estado, através de homologação na Defesa Civil.

Carnaval das Escolas de Samba
Prefeito pediu paciência para aguardar a decisão do governo do estado. Em reunião acontecida em Florianópolis na secretaria de Turismo, foi sinalizada uma verba que corresponderia à metade recebida ano passado. Candemil salientou que era melhor então que o governo estadual não bancasse. Pediram para aguardar, sem um prazo definido.

Candemil esteve na Câmara de vereadores

É praxe em todo começo do ano, na primeira sessão da Câmara, mesmo sendo ela Extraordinária, o comparecimento do prefeito à Casa Legislativa.
O comparecimento do prefeito faz parte da liturgia do cargo e da política da boa vizinhança entre o Executivo e o Legislativo.

Na quarta-feira passada (11), o prefeito Mauro Candemil não compareceu à sessão primeira.
Ao final daquela sessão, o presidente Cleosmar Fernandes demonstrou seu descontentamento, lamentando a ausência do prefeito e frisando não ter recebido, até aquele momento, nenhuma justificativa, mesmo com o convite expedido.

O prefeito Candemil deve ter percebido (ou alguém o fez perceber), a falta política cometida, a pisada de bola digna de um cartão amarelo.
Ontem à noite (18), quando da realização da segunda sessão, o prefeito finalmente compareceu à Câmara de vereadores e fez uso da palavra.

É sobre isso que escrevo no próximo post.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Palmeiras centenárias do Jardim recebem tratamento

Na manhã desta quarta-feira (18), através do departamento de Pesca e Agricultura, a prefeitura realizou um diagnóstico visual do estado fitossanitário das árvores e arbustos do Jardim Calheiros da Graça, na Praça Vidal Ramos, no centro histórico.

Entre as observações foram constatados muitos buracos nas palmeiras reais (roystonea oleracea), que se encontram nos quatro cantos do Jardim, inaugurado em 1915. (E não em 1910 como informa o site da prefeitura).
Com o intuito de vedar esses buracos da ação de organismos e do acúmulo de água, está sendo aplicado poliuretano expansivo, vulgarmente conhecido como espuma expansiva, não é prejudicial à árvore.  
Foto: Marco Bocão/PML
O material é aplicado e durante a secagem ocorre um transbordamento, o excesso é removido 24 horas após a aplicação.
O termo fitossanitário é usado em procedimentos praticados para combater organismos vivos, que possam ser de alguma forma, nocivos ao meio-ambiente.

“Sabe-se que pregos, arames e outros elementos de metal podem facilitar a entrada brocas para o caule, com isso, a árvore fica fragilizada por esses patógenos e pode cair sobre a rede elétrica, sobre casas e podendo causar um maior dano”, diz o engenheiro Patrick de Souza, do departamento de Pesca e Agricultura. 

A intenção é preencher este espaço, diminuindo a entrada de bichos e fungos e, assim, diminuindo também a evolução da lesão nas árvores centenárias, com mais de sete metros de altura. 
A evolução do processo será acompanhada e monitorada.

80 anos da dª Zaida

No último domingo (15), com um jantar no Restaurante & Pizzaria Chedão, dª Zaida M. Ramos Souza comemorou ao lado de familiares e amigos, seus 80 anos de vida.
Convidados, lá estivemos dando um grande abraço e um beijo nela e cantando também os parabéns a você.
“Pombo branco” animou a festa, que teve palhinha da Daniela Berti.
De mesa em mesa, o genro Jairo Chede não cansava de elogiar dª Zaida, enaltecendo sua vitalidade, alegria e disposição.

Mais uma vez os nossos parabéns, com muita saúde à aniversariante.
Patrick dançando com a avó Zaida, com palhinha da Daniela Berti.
Dona Ivone, Liane, Bega e Julita estavam lá.
Léo Felipe com sua Simone, Valmir e Julita, fazendo moldura
para dª Zaida com o genro Jairo Chede.

Força-tarefa fiscaliza alvarás de funcionamento e sanitário

Lembra daquela matéria publicada aqui no dia 9 deste mês? 
Certamente "alguém lá em cima" deve ter lido este Blog.

Nos últimos dias, fiscais da prefeitura da Laguna, Vigilância Sanitária e Polícia Militar estão realizando uma força-tarefa para fiscalizar os alvarás de funcionamento e sanitário, dos estabelecimentos comerciais, trailers, ambulantes e veículos que estão se instalando e vendendo produtos na  cidade.
 
Foto: PML
De acordo com a prefeitura, já foram emitidas 40 notificações, entre estabelecimentos fixos, ambulantes e estacionamento irregular. Eles têm prazo de 10 dias para legalizar a situação.
Os fiscais estiveram atuando na verificação da documentação necessária para abrir um comércio. 
De acordo com Elias Vieira, da Secretaria de Administração, Fazenda e Serviços Públicos, a necessidade de intervenção foi realizada depois de inúmeras reclamações de contribuintes e comerciantes.

Na sexta-feira (13), foram vistoriados pontos comerciais na avenidas Senador Galotti e João Pinho. No sábado, Canto do Gi e na SC-436. No período da noite, foi a vez da orla do Mar Grosso. 
Também estão sendo fiscalizados os produtos e materiais de procedência duvidosa. 
A operação terá sequência durante os próximos dias.

***
A verdade é que uma boa gestão deve se antecipar aos fatos e às reclamações pelas redes sociais. As ações tem de ser pioneiras e pró-ativas, em todas as áreas.
Se não for assim, corre o risco de ficar refém de reclamações e críticas, sempre botando a tranca depois da porta arrombada. 

Contenção de despesas na Câmara de vereadores da Laguna

Câmara de vereadores da Laguna, como medida de economia, vota hoje, às 19h, dois projetos em caráter extraordinário.
Os dois encaminhamentos são de autoria da mesa diretora e pedem a redução dos valores de diárias para vereadores e servidores daquela Casa Legislativa, bem como desconto de salário para edis com faltas injustificadas.

De acordo com o vereador Cleosmar Fernandes, presidente do Legislativo Lagunense, o primeiro projeto prevê a redução das diárias dos edis em 50%.
Já o segundo projeto dispõe sobre o desconto no subsídio dos vereadores pelas faltas injustificadas nas sessões ordinárias e extraordinárias. As sessões extraordinárias não são remuneradas, porém a falta injustificada à sessão, a partir do projeto proposto na Câmara, implicará desconto no subsídio do vereador.

A sessão extraordinária será transmitida ao vivo pela página da Câmara de Vereadores de Laguna no Facebook, além da TV Câmara no site e no YouTube.

Coincidência?

Pode ser coincidência, mas não é a primeira vez. Tão logo surgem críticas nas redes sociais quanto à demora nas obras do antigo prédio do hotel Rio Branco, na rua do mesmo nome, no centro histórico da Laguna, que fica semanas sem nenhuma movimentação, surgem dois ou três operários no dia seguinte. Passados alguns dias, tudo cessa.

Aliás, mais uma loja situada naquela via, que está interrompida com tapumes há mais de um ano, foi arrombada. Comerciantes do local pensam em entrar com ações por perdas e danos.

Aliás, eis uma das primeiras providências que a nova administração de nossa cidade deveria ter tomado através da Secretaria de Planejamento. Reunir os envolvidos, Iphan, proprietário do prédio, a empresa que elaborou o projeto, e exigir celeridade nas obras.
A rua vai ficar fechada por mais quanto tempo?

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Morro do pau de sinal

Muito antes de ser conhecido como Morro Nª Sª da Glória, em homenagem à imagem da Santa, inaugurada em seu topo em 31 de maio de 1953, o local teve outros nomes.
Morro da Figueirinha, Morro da Atalaia e Morro do pau do Castelo foram os primeiros.
Mas Morro do pau de sinal foi sua denominação mais conhecida. Por quê?

No velho porto lagunense, situado no centro da cidade, ao longo do cais de granito em forma de elipse (construído a partir de 1910), as entradas e saídas dos navios eram reguladas pelo vento, suas viradas e chegadas. Isso no tempo da navegação à vela, evidentemente.

Navios à vela e a vapor no velho porto, já com o cais em granito
sendo construído. E no canto superior direito, o velho mercado.
Na então chamada rua da Praia (Gustavo Richard), estavam estabelecidas as empresas exportadoras, as atacadistas, as de secos & molhados, as agências dos navios e os depósitos para armazenamentos de mercadorias.

A vida cultural e social girava em torno do local. Eram por ali que circulavam os comerciantes, os atravessadores, os marujos, os carregadores, os carroceiros. Negócios eram realizados, compras e vendas. Ali também desembarcavam os iates e canoas com pescado, mercadorias e gêneros produzidos no interior da Laguna e também provenientes de Araranguá, Arantingaúba e Rio d’Una.
É também de onde chegavam passageiros vindos de outras praças, Desterro, Rio de Janeiro... trazendo novidades em moda e literatura e os mais recentes lançamentos.
Navios como o “Laguna”, “Rio Formoso”, “Rio São Mateus”, “Anna” e “Max”, marcaram épocas.

A frequência das chegadas e partidas dos navios despertava enorme interesse na população Pode-se dizer que era um espetáculo, uma atração naqueles modorrentos dias.
Tanto quanto quando das embarcações à vela, como posteriormente as movidas a vapor.

Mas como controlar esse movimento? Como avisar à população da chegada e partida de um navio pela nossa barra?

Para isso foi implantado o semáforo (sinalizador) no alto do morro, sistema apelidado e simplificado apropriadamente pelo povo, como sendo o Pau de sinal. 
 
O Pau de sinal no alto do Morro. Foto: Marega
Ruben Ulysséa, numa memorável crônica publicada no jornal Semanário de Notícias, de 4 de junho de 1977, e depois reproduzida no livro “Laguna memória histórica”, págs. 312/313, conta-nos em alguns parágrafos, testemunha ocular que o foi, como se dava a operação. Vejamos:

(...) “Apesar de o espetáculo ser frequente, a chegada de um paquete despertava sempre o interesse da população. Primeiro era um galhardete branco içado na verga superior de pau-de-sinal, lá no alto do morro e que queria dizer – “navio ao norte”. Depois, conforme a posição de uma galhardete azul içado junto com o branco, vinha a indicação de ser o navio de vapor ou de vela. Passado algum tempo, o sinaleiro, por meio das bandeiras e da sua posição nas vergas, informava que a embarcação se aproximava da barra, a que empresa pertencia, qual a profundidade da barra, que o prático já aguardava o navio para conduzi-lo até o porto.
Todos conheciam aqueles sinais e ficavam de olho no semáforo embandeirado.
Finalmente o sinaleiro levantava no topo do mastro a bandeira da chamada, isto é, anunciava que o navio ia entrar. (A bandeira da chamada devia ser verde, que é a cor adotada para indicar passagem livre, mas era vermelha).

A cidade toda se agitava. Alguns já haviam tomado o seu cavalo e seguido para o morro da Vigia a fim de olhar a entrada do barco lá no canal da barra. Mas, a maioria dos curiosos se juntava na rua da Praia (Gustavo Richard), aguardando que ele aparecesse por detrás da ponta das Pedras. E sempre causava sensação quando ele apontava, com o seu bigode de espuma.
Depois era a atracação do navio numa das pontes de madeira que se alongavam, sobre estacas, da praia até o canal e que serviam às embarcações de barra-a-fora. (Não havia ainda o cais acostável que só ao fim da década chegava às vizinhanças do antigo mercado). Todos comentavam a manobra, com pretensão de entendidos: “Agora, agora, solta o ferro!”.
Atracado o navio, começava o desembarque dos passageiros e vinha o abraço ruidoso, com exclamações, nos amigos que chegavam: “Puxa, há quanto tempo!”. E a infalível pergunta: “Que tal a viagem?”.
Depois se seguia a animação da descarga, comandada pelo piloto, que era quem dirigia o trabalho, o ranger de cordas retesadas, o matraquear dos guindastes do próprio navio, o vaivém dos estivadores, o seu Porto, guarda da Mesa de Rendas, que passava fardado, sobraçando papéis. A rua da Praia era uma festa que durava dois ou três dias (quando a barra estava ruim a demora era maior) porque, após a descarga começavam os embarques, com o mesmo movimento de carroças, paioleiros e estivadores”. (...)

Já Saul Ulyyséa em seu livro “Laguna de 1880”, pág. 74, também descreve as manobras, com o subtítulo “A saída de navios”:

“Outro divertimento agradável: assistir a saída de navios, observada do alto da “Vigia”, assim chamado um local do Morro do Pau de Sinal.
Como eram muitos os navios à vela e só saiam quando soprava vento do quadrante sul e a barra permitia, acontecia que ficavam muitos navios no canal da barra esperando saída.
Por vezes saíam seis e até dez navios no mesmo dia. Iates e navios de cruz.
Lá iam um atrás do outro, disputando corrida.
Inegavelmente é muito mais bela a navegação à vela que a vapor. Esses navios ao enfunarem o velame, produziam um espetáculo admirável.
Quando os mais velozes passavam os de menos carreira, motivava discussões e os partidários do navio derrotado, davam como causa da derrota, estar o navio muito carregado, descompassado ou com o fundo sujo”.

Um folheto trazia as bandeiras e seus significados

Um farmacêutico lagunense, o senhor Antônio P. da Silva Medeiros (progenitor do seu Alceu Medeiros e portanto avô, entre outros, do Luiz Eduardo Pinho Medeiros, o Putuca, do Juarez Fonseca de Medeiros e da Neneca), proprietário da tradicional “Pharmacia Medeiros”, situada na rua Raulino Horn, mandou imprimir folhetos com o logotipo de seu estabelecimento comercial e endereço.

No tal folheto, os sinais das bandeiras nas cores, branco, azul e vermelho com seus significados e avisos de manobras de entrada e saída dos navios da nossa barra e porto.
De lambuja também estampou os pavilhões de Sociedades Recreativas da cidade, como a S.R. Anita, o Congresso Lagunense, 3 de Maio e Blondin, além da Sociedade Musical Carlos Gomes e dos jornais O Albor e A Cidade.

O comerciante utilizava-se já naqueles recuados tempos, do que hoje chamaríamos de marketing casado. 
Folheto com as bandeirolas e cores com seus significados. Arquivo: Marega
O lançamento do folheto foi um sucesso e tornou-se item de colecionador. Não havia quem não desejasse o seu exemplar.
Até porque, mesmo que o cronista diga que todos conheciam os sinais, parece quase impossível decorar a imensidão de variáveis das bandeirolas existentes, com a exceção, e evidentemente por dever de ofício, do sinaleiro que ficava postado lá no alto do morro.

E quem seriam os sinaleiros, os encarregados de levantar e baixar as bandeiras lá do topo do morro?
Ulysséa em seu livro já citado, pág. 66, nos relata sobre um deles, deixando seu nome à posteridade:

“No alto do morro estava edificado o Semáforo, em um pequeno pátio circundado de muro, tendo ao fundo uma casinha com dois pequenos compartimentos.
Era sinaleiro o Sr. Manoel Tomaz, claro, gordo, muito vermelho, bigode e cabelos alourados.
Sempre alegre e sorridente. Trabalhava de carpinteiro e fabricava caixões funerários. Sua oficina era na casinha do Pau de Sinal”.

Fiquei pensando cá com meus botões sobre o sujeito lá em cima, em sua solidão, com olhares em direção à Barra da Laguna à espera de um navio na linha do horizonte em busca do porto amigo.

“Pensativo e sorridente”, sublinha Ulysséa, sobre o "seu Maneca". Mas provavelmente pensativo às vezes, nos intervalos, a serrar e martelar pregos na feitura de caixões de madeira, quem sabe questionando a finitude da vida aqui na terra.
Ou acalentando sonhos e esperanças, fazendo da fé sua inspiração maior e buscando nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz, como diria o poeta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Pérolas do vereador Kek

Vereador Kleber (Kek) Roberto Lopes Rosa (PP), deu entrevista nesta segunda-feira (9) ao radialista Valmor Pacher, em seu concorrido programa do meio-dia na Rádio Garibaldi.
Lá pelas tantas, indagado qual seria o maior problema da nossa cidade, o vereador, fiel ao seu estilo, não pensou duas vezes e tascou:
- Os fofoqueiros. O que atrapalha Laguna hoje são os fofoqueiros. Devíamos pegar uma carroça de bois e botar todos eles e levar daqui.

E daí leitor, alguma sugestão de nomes dos passageiros? E quem seria o motorista da carroça que conduziria os fofoqueiros? E do senadinho situado na frente da loja do vereador Kek, vai alguém?
Façam suas listas e apostas.

Será que cabe todo mundo?
***
Minutos depois, pelos microfones, o vereador falou do esgoto na Praia do Mar Grosso, salientando que existe uma poça escura e podre perto de uma conhecida praça onde existem vários estabelecimentos comerciais de alimentação no centro e quarteirão ao redor.

- Por que os comerciantes não se reúnem e mandam limpar, sugar com uma máquina aquele esgoto que escorre, não precisam ficar esperando pela prefeitura. Aquilo é merda pura!

O radialista tentou contemporizar o palavrão, interrompendo o vereador, mas não teve jeito, ele continuou:
- É isso mesmo, aquilo ali é merda pura mesmo!

Operação contra o comércio ilegal de ambulantes. Lá em Florianópolis

Começou às 6 horas da manhã desta segunda-feira, lá em Florianópolis, uma operação contra o comércio de ambulantes no centro em nos balneários da Ilha.
Participam da operação Guarda Municipal, polícias Civil e Militar, fiscais da prefeitura, Receita Federal, etc.
Segundo o prefeito Gean Loureiro, que participou do início da ação nesta manhã, a intenção dos trabalhos é "ocupar e regularizar o espaço público".
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Pois é. Na Laguna, vendedores ambulantes, inclusive de gêneros alimentícios, estão tomando conta das calçadas do centro histórico e calçadão da Praia do Mar Grosso, utilizando-se até de enormes tabuleiros. Um verdadeiro mafuá. Será que possuem alvarás, inclusive sanitários?

Moradores e comerciantes limpam rua Tenente Bessa

Alguns moradores e comerciantes da rua Tenente Bessa, no centro da cidade, no quarteirão com a Raulino Horn, no último sábado se reuniram num mutirão para limpeza daquela via, além de contratarem um trator para retirar a areia ali depositada por conta da última enxurrada.

Participaram da empreitada, com pás, enxadas e vassouras, João Lucindo e esposa Zenite, e Luiz Henrique (Ric) da Silva Coelho com sua esposa Carla, além da Sarita da Calçapé, entre outros.
Exemplo a ser seguido.

A verdade é que tem comerciante que não varre nem a calçada da frente de seu estabelecimento.

O "buraco da Nalha" abriu outra vez

Noite de 4 e madrugada de 5 de março de 1996. Intermináveis horas de chuva provocaram enormes estragos na Laguna.
O prefeito era Nazil Bento Júnior, que tinha assumido um ano antes a prefeitura no lugar do titular Jorge Zanini, que havia renunciado. Estado de calamidade pública logo foi decretado.
Sistema viário da cidade entrou em colapso. Buracos, água e areia por todo o município. Como aconteceu agorinha.
Buraco da Nalha em março de 1996. Foto: Valmir Guedes
Entre as crateras, uma enorme, na rua Júlia Nascimento (descida do morro), logo apelidada entre os lagunenses da gema, de “buraco da Nalha”.
Buraco da Nalha no final de dezembro de 2016. Foto: Facebook
Pois novamente no último dia 29 de dezembro, após 20 anos, o buraco da Nalha rompeu-se, interditando a via que faz a importante ligação Mar Grosso-Centro.
Eita buraco danado!

Que o prefeito Mauro tenha olhos de ver e ouvidos de ouvir

Alguns analistas dizem por aí que em vez de contratar uma assessora de marketing, seria mais interessante e produtivo para o prefeito Mauro Candemil ter um assessor político. Mas daqueles que conhecem profundamente os meandros e os bastidores da política lagunense.

E ouvisse muito, muito mesmo, e com bastante atenção os conselhos desse assessor de confiança.

Turismo assim?

Alguma autoridade precisa dar um basta ao que está acontecendo na Praça Vidal Ramos. Um bando de desocupados passa o dia todo achacando os turistas que visitam a Casa de Anita e a igreja Matriz, inclusive em seus interiores.

É escandaloso.

Nepotismo ou o seu variável: "Matheus, primeiros os meus"

Há vereador que não gostou nadinha do decreto que regulamentou a vedação de nepotismo na prefeitura da Laguna, assinado pelo prefeito Mauro Candemil no último dia 5.
Pelo que entendi, um dos itens proíbe justamente o chamado nepotismo cruzado. Parentes de vereadores não podem exercer cargos de confiança no Executivo e vice-versa.

Tem muito político por aí que há anos estava mal acostumado e era adepto do "Farinha pouco meu pirão primeiro".

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Laguna precisa de uma nova “Comissão de aformoseamento”

No começo do século XX, o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos (1902-1906), promoveu naquela cidade uma urbanização, saneamento e civilização da recente Capital da República. Era o chamado “bota-abaixo”.

O centro da cidade foi o local que sofreu as maiores transformações.

Avenidas foram abertas, morros desmanchados, mangues aterrados. Nem tudo deu certo, é bem verdade. Cortiços foram derrubados e sua população sem ter pra onde ir e não querendo se afastar do centro começou a subir os morros dando origem à ocupação desordenada até hoje.
Mas os maiores objetivos, que era o saneamento básico e a higiene foram conseguidos.  Pereira Passos quando estudou em Paris, tinha presenciado as reformas urbanas promovidas por Georges-Eugène Haussmann e as implantou no Rio de Janeiro.

Urbanização também chega na Laguna
Na Laguna não era diferente. No segundo quartel do século XIX, com a chegada de imigrantes e o início da exploração do carvão no sul do estado e construção da Estrada de Ferro Tereza Cristina, uma onda de progresso começa a varrer a cidade.
Teatro, clubes, Sociedades Musicais e carnavalescas, Grupos Escolares, jornais, biblioteca, hospital, mercado, são construídos e inaugurados. Pelo porto da cidade escoavam produtos primários e chegavam os manufaturados. O tráfego com outras praças era intenso, inclusive com o Rio de Janeiro.
“Inegavelmente, foi a época de maior luxo em nossa terra”, diz Saul Ulysséa, em sua obra A Laguna de 1880.
Mas a cidade ainda sofria com a falta de saneamento básico, as ruas não eram calçadas, não havia um cais para seu porto e existiam zonas alagadiças em pleno centro da cidade.

Num relatório feito pelo Juiz Dr. Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, contendo informações da cidade, podemos ler:

“A Laguna, cidade importante da Província, não tem procurado melhorar o seu estado sanitário.
As emanações pantanosas, sobretudo, que favorecem a propagação de epidemias, não são extintas. A Providência favoreceu o povo com uma contínua mudança de ventos, que carregam os miasmas e contribuem para a salubridade, embora de 1874 a 1878 a epidemia da Varíola dizimasse a população. Estando em frequente comunicação com o Rio de Janeiro, facilmente se importa a Febre Amarela, as Bexigas e todas as espécies de epidemias. Deve-se por isso conservar as casas, as ruas, os valos e outros focos de miasmas sempre acionados, observando os preconceitos higiênicos”.

Mais adiante ele faz um alerta:

“Muitas são as necessidades locais que já deixamos ditas no correr deste  trabalho tudo está por fazer: A barra necessita ser melhorada, cemitério ser construído, as suas ruas, calçadas, o mercado, o chafariz construídos. Se pelos esforços comum não se levar a efeito os melhoramentos  indispensáveis ao cômodo e bem-estar, construindo-se, assim uma independência dos favores do Estado, jamais, por outra forma, dar-lhe-á prova de vitalidade e prosperidade. A população almeja possuir tão importantes melhoramentos”.

Pois nos primeiros anos do século XX, comerciantes, armadores e autoridades do município se reuniram para dar uma nova cara para a cidade. Foi criada, em 14 de julho de 1907, por iniciativa de Ataliba Rollin, juntamente com José (Juca) Guimarães Cabral, os dois cunhados, uma “Comissão de Aformoseamento” para sugestões, projetos e arrecadação de numerários para as futuras obras.
É quando surge o jardim Calheiros da Graça e seu chafariz no antigo Campo do Manejo, a construção do cais em granito, passeios, calçamento de ruas, iluminação elétrica, etc.

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Laguna ficou abandonada nos últimos 12 anos
Que a Laguna ficou feia e abandonada nos últimos doze anos isso é público e notório.
A cidade precisa de um banho de loja, para tornar a vida dos habitantes mais agradável e bonita aos seus olhos. Turistas que visitam Laguna precisam também constatar, além das belezas naturais em que a cidade é pródiga, o esmero e tratamento que o poder público e os moradores dão a polis onde residem.
Não há, creio eu, quem não queira viver e mostrar a visitantes um lugar asseado e bonito e que receba elogios.
Prefeito Mauro Candemil, que de cara pegou duas enxurradas pela frente que praticamente destruiu o sistema viário da cidade, que já estava em péssimo estado, deveria criar no novo organograma da prefeitura (a ser enviado em breve à Câmara de vereadores para aprovação), uma nova “comissão de aformoseamento” da cidade, versão século XXI. 

Este grupo ficaria encarregado, por exemplo, de pintar, florir, iluminar praças, canteiros e ruas, recuperar e manter monumentos, instalar lixeiras, cobrando, acompanhando e fiscalizando os trabalhos de outros órgãos envolvidos.
Em pouco tempo, muito trabalho e algum recurso, evidentemente, já poderíamos colher os resultados da aparência de uma nova Laguna.

Fica a sugestão.