sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vereador Osmar quer limpeza e manutenção dos monumentos e pontos turísticos

O vereador Osmar Vieira (PSDB), teve aprovado requerimento (nº 0259/17) na Câmara, onde solicita ao prefeito Mauro Candemil que interceda junto ao setor competente para realizar a limpeza e recuperação dos monumentos e pontos turísticos, que encontram-se em péssimo estado de conservação, sem falar que a maioria deles está às escuras.

Aliás, problemas que já apontei neste Blog inúmeras vezes nos últimos anos. Falam muito em turismo, gestores participam de seminários, workshops, fóruns, etc., mas não fazem o básico.
Péssima imagem pra cidade, sinal de abandono e desleixo. Turismo e cultura assim?
Precisa de grandes verbas? Precisa de mirabolantes projetos? Precisa de convênios com o BNDS? Precisa vultosos repasses do governo do estado?
Precisa de mais quanto tempo de gestão? Seis meses? Um ano? Dois anos?
Ou basta boa vontade e trabalho?

       O vereador Osmar justifica seu pedido dizendo que a população e os turistas reclamam do abandono desses monumentos, que há muito tempo não recebem nenhum tipo de manutenção. 

Abaixo alguns exemplos do abandono e desleixo aos nossos monumentos:

Imagem de Nª Senhora da Glória: falta limpeza e pintura. 

Monumento aos Trabalhadores: Sujo, sem cera e agora também pichado.

Estátua de Anita: falta limpeza e cera.
Busto Clito Araújo: falta limpeza, pintura e cera.

Monumento ao Tratado de Tordesilhas: quebrado, sujo e às escuras.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Vereador Preto Crippa quer explicações sobre projeto que transfere dotação da merenda

O vereador Peterson (Preto) Crippa da Silva (PP), na sessão da noite de ontem, apresentou requerimento, aprovado em plenário, para o envio de ofício à secretária Luciana Fernandes Pereira, da Fazenda, Administração e Serviços Públicos do município, solicitando algumas explicações sobre o projeto nº 0037/2017.
Citado projeto, oriundo do Executivo e assinado pelo prefeito Mauro Candemil, transfere dotação orçamentária de R$ 400 mil da secretaria de Educação – Merenda Escolar, para a secretaria de Pesca e Agricultura.
O vereador Preto Crippa quer saber:

1) Documento que comprove a revogação/término do convênio/contrato com a empresa Risotolândia;
2) Documento que comprove que há dotação orçamentária no valor de R$ 400 mil, referenciada ao uso exclusivo da empresa Risotolândia;
3) Documento que comprove que o remanejamento requerido no Projeto de Lei já citado, não irá prejudicar no montante planejado em 2016, para uso exclusivo da compra de Merenda Escolar neste ano corrente, e informe ainda, o valor total que ficará como dotação para merenda, caso este Projeto de Lei seja aprovado na Câmara e sancionado pelo Executivo;
4)  Informar quanto foram os totais dos últimos três anos (2016, 2015, 2014) dos investimentos que o Poder Público Municipal teve com a merenda escolar na Laguna.

O vereador justifica seu pedido dizendo que “As informações requeridas são extremamente importantes para dar a transparência e lisura necessária e principalmente para que se possa ter a segurança orçamentária e assim os estudantes da rede municipal de ensino, terem a garantia de que há dotação suficiente para manter a merenda nas escolas, em 2017”.

Como já informado, na sessão de ontem à noite, o vereador Valdomiro Barbosa de Andrade (PMDB), pediu vistas ao citado projeto.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vereador Macho pede vistas ao projeto 0037/2017

Na noite de hoje foi colocado em primeira votação o projeto de lei nº 0037/2017, oriundo do Executivo sobre a transferência da dotação orçamentária de R$ 400 mil da secretaria de Educação - merenda escolar, para a secretaria de Pesca e Agricultura, que me referi em post anterior.

Vereador Waldomiro (Macho) Barbosa de Andrade (PMDB), pediu vistas ao projeto. Sua solicitação foi aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes, com ausência (justificada por atestado) da vereadora Nádia Tasso Lima (PMDB). 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Projeto tira R$ 400 mil da merenda escolar para botar na secretaria de Pesca

Projeto de Lei 0037/2017, de 19/06/17, oriundo do Executivo municipal e assinado pelo prefeito Mauro Candemil, está tramitando na Câmara de vereadores e irá à votação na sessão Ordinária (última do mês, antecipada do dia 29) marcada para esta quarta-feira(21), às 18 horas em regime de urgência.

E o que prevê esse projeto?
O projeto autoriza a abertura de um crédito adicional no orçamento vigente da Prefeitura da Laguna, readequando a dotação orçamentária no valor de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), para a recém criada (e chamada por alguns de super-poderosa) Secretaria de Pesca e Agricultura da Laguna, com seus 12 novos cargos, aluguel de salas no Centro Tordesilhas, etc., cujo titular da pasta é o vereador licenciado Antônio Laureano (PMDB).

E sabem de onde sairá esse dinheiro?
Do orçamento da secretaria de Educação, dos recursos ordinários da merenda escolar, da rubrica: alimentação e nutrição, isso em pleno sexto mês do ano!
Um absurdo! Vão tirar dinheiro da alimentação dos alunos da rede escolar municipal da Laguna, de suas merendas, para pôr na secretaria da Pesca.

Há vereadores que vão se manifestar contra o projeto? Ou vão aprová-lo facilmente? Docilmente? Vão ouvir suas consciências?
Vai haver igualmente manifestação nas redes sociais, à exemplo do polêmico projeto contra os fogos barulhentos? Vai haver manifestação nas galerias, de pais e alunos?

Link para o projeto, com sua justificativa aqui:

Acrescentado e atualizado às 12h05m do dia 21:
Toda despesa no serviço público, como bem sabemos, tem que ter um elemento, um código onde ela é enquadrada, no orçamento e contabilmente.
Pois bem, desses R$ 400 mil previstos para a secretaria de Pesca, observem na classificação abaixo (Elementos 246, 247 e 248):

 R$ 225 mil serão utilizados para pagar os salários de pessoal daquela pasta; mais R$ 56 mil de obrigações patronais (INSS, etc.), mais indenizações/restituições trabalhistas no valor de R$ 10 mil.
Uma soma total de R$ 291 mil reais SÓ COM A FOLHA DE PAGAMENTO DE PESSOAL! O QUE REPRESENTA 72,75% dos R$ 400.000,00, até o fim deste ano.

Elemento da Despesa:
246 3.1.90.11.00.00.00.00.00.01.0000 – Vencimentos e Vantagens Fixas – Pessoal Civil – R$ 225.000,00
247 3.1.90.13.00.00.00.00.00.01.0000 – Obrigações Patronais – R$ 56.000,00
248 3.1.90.94.00.00.00.00.00.01.0000 – Indenizações Restituições Trabalhistas – R$ 10.000,00

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Branquinho, o cão religioso

Seu porte é nobre, olhar altivo e atento. Apareceu há muitos meses na Praça Vidal Ramos, no centro histórico. Sem dono, lenço e documento.
No interior da matriz Santo Antônio dos Anjos fez morada. Não perde uma missa, inclusive a da saúde, nas quartas-feiras à tarde. Às vezes senta-se defronte ao altar; noutras, à entrada da igreja. Mas sempre em silêncio, compenetrado.
No princípio foi olhado com temeridade, e até com desprezo por alguns que diziam:
- “Onde já se viu, um cachorro dentro da igreja!
Mas, por sua mansidão, logo ganhou a simpatia de alguns fiéis. Virou meio que atração e motivo de curiosidade pra muita gente na Laguna.
Nas procissões à frente do cortejo, acompanha e observa o trajeto, cabeça erguida, às vezes em circunflexão, parecendo pensativo. Um olho no santo e outro nos devotos.
À frente da procissão. Fotos: Elvis Palma
De Branquinho o cachorro foi batizado. E Branquinho ficou, mesmo tendo o pelo malhado de um amarelo claro. É castrado e vacinado.
Já foi adotado, mas não houve adaptação. Retornou às ruas da cidade, mambembe por aí, livre, leve e solto.

Da Regina Carvalho da Rosa, principalmente, recebe a atenção e alimentação. Inclusive aos sábados, domingos e feriados. Marmitex disque-já.

Esteve presente em todas as novenas e acompanhou a transladação e procissão, inclusive até a igreja Nossa Senhora Auxiliadora, na Roseta. Na carreata percorreu um pequeno trajeto de alguns quarteirões, mas por falta de carona logo retornou à base, ao ponto de partida em frente à matriz. Sabia de antemão que o cortejo retornaria.
Na igreja da Roseta, acompanhando Santo Antônio dos Anjos.
Quando percebia as lentes do fotógrafo Elvis Palma mirando em sua direção, fazia pose, já saboreando a fama subitamente conquistada.
Recebendo o afago do maestro Deroci.
Na festejada apresentação da Banda Carlos Gomes na noite de ontem, último dia da festa, e bem ao lado da igreja, lá estava ele sobre o palco, juntamente com os músicos, igualmente recebendo os aplausos do público. E com direito a afago do maestro Deroci de Oliveira.

Há outros casos semelhantes acontecidos pelo Brasil. O noticiário vez ou outra mostra alguns exemplos. Mas como explicar tal fenômeno? É mero acaso? Natural? Algo espiritual? Acompanhará Branquinho alguém invisível aos nossos olhos? Ou carente, estará em busca de um desejado afago, de um carinho e atenção tal qual cada um de nós, nesse mundo conturbado, materialista e cada vez mais tão solitário?

Frade católico e franciscano à exemplo do nosso padroeiro Santo Antônio, Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis já pregava em seu Cântico das Criaturas:
- “Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas”.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Automóvel participa há 37 anos da Carreata de Santo Antônio dos Anjos

Dentre os veículos que receberam a benção do vigário, padre Itamar Faísca, na procissão motorizada de Santo Antônio dos Anjos realizada hoje à tarde, está uma preciosidade histórica e material.
Trata-se do carro Gol 1980, pertencente ao “seu” Antônio Palma e dª Marisa Lopes Palma (progenitores do repórter-fotográfico Elvis Palma, não tem?).
São 37 anos ininterruptos participando da carreata.

Aliás, o citado automóvel foi prêmio de sorteio da rifa de Santo Antônio dos Anjos daquele recuado ano, ganho pelo sr. Agenor Brum, que o vendeu ao padre Antônio Gerônimo Herdt, que o revendeu ao sr. Lindomar Farias (pai do ex-vereador Andrey), tudo em menos de dois anos, que por sua vez e, finalmente, revendeu ao "seu" Palma, que o dirige e o traz lustroso no brilho e em pleno funcionamento.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Obras do Mercado Público seguem paradas

Jornal Diário do Sul trouxe matéria no ultimo sábado sobre as obras no Mercado Público da Laguna, que encontram-se paradas e não há qualquer previsão de serem retomadas. Aqui
Foto: Elvis Palma
A verdade é uma só: o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já avisou oficialmente no ano passado que, enquanto não estiver regularizada a prestação de contas do Memorial Tordesilhas e do Plano Museográfico Casa de Anita (sob investigação da Polícia Federal), não vai liberar o restante dos recursos para a sequência da obra do Mercado Público. É uma “casadinha”, entendem? O BNDES, por força legal, não promove a desvinculação dos recursos dos projetos.

Em setembro do ano passado eu já havia adiantado esse fato. Na época, dois meses antes, o então vereador Andrey Pestana de Farias (PSD), solicitou, via Câmara, maiores explicações ao presidente do BNDES sobre a situação do Mercado. Recebeu ofício datado de julho, dando todo o detalhamento sobre o impasse, documento que foi lido pelo vereador, da Tribuna da Casa do Povo.
Para ler a matéria publicada ano passado no Blog aqui

Eis o ofício com explicações do BNDES abaixo:



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Banda + D 40 faz show no sábado

A Banda lagunense + D 40 se apresentará no próximo sábado (10), a partir das 22 horas, no palco externo coberto da Festa de Santo Antônio dos Anjos. No repertório, sucessos dos anos 1970, 80 e 90.

Vamos prestigiar e curtir! É gente nossa.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Estudante lagunense pede apoio para participar de Conferência nos EUA

Utilizando a tribuna da Câmara, o jovem estudante pediu apoio. Foto: Divulgação CMV.
O jovem Luis Cláudio Abreu, 17 anos, estudante do Ensino Médio da Escola Saul Ulysséa, participou da Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores na última segunda-feira (5). O objetivo foi pedir apoio dos parlamentares para que possa participar de uma Conferência de Jovens Lideranças, que será realizada no mês de julho, em Nova Iorque, EUA.
Luis Cláudio é o único catarinense a participar do evento. Além de taxas do evento, o estudante será acompanhado de um professor o que aumenta o custo total da viagem, que está em torno de R$ 27 mil.

Segundo o estudante, até o momento ele conseguiu apenas 10% do valor total. “Eu não vou desistir deste sonho, mesmo que 10% da minha razão diga para eu desistir, porém 90% da minha esperança diz que não. Espero conseguir viajar no mês julho, e depois poder voltar aqui nesta casa e contar minhas experiências lá ”, comentou emocionado Luis.
Houve manifestação por parte dos parlamentares, e o comprometimento de buscarem alguma alternativa.

Para colaborar com Luis Cláudio o contato pode ser feito pelo whatsapp (48)- 99827-3496 ou pelo email:  luisabreu1926@gmail.com

Emissário submarino: falta de licença ambiental é questionada

Jornal Notisul desta terça-feira traz ampla reportagem sobre o emissário submarino de esgoto na Praia do Mar Grosso.

Foto: PML/Divulgação
Construído há 30 anos, como alternativa do sistema de esgotamento sanitário do Mar Grosso, a falta de licença ambiental dessa tubulação subterrânea é questionada em uma ação civil pública instaurada pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 1ª Promotoria da Comarca da Laguna.
O órgão solicitou a entrega de um estudo para a desativação do emissário submarino até dezembro deste ano.
Para ler a matéria na íntegra, clique aqui

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Nota de falecimento+

Sepultado na tarde de hoje no cemitério municipal da Passagem da Barra, o ex-vereador Itamar Leal Floriano, aos 66 anos.
Itamar foi eleito vereador na Laguna em 15 de novembro de 1988 pelo PMDB, obtendo 606 votos. Durante seu mandato de quatro anos representou condignamente a região da Ponta e Passagem da Barra, levantando bandeiras em defesa dos moradores daquela região.
Sentimentos aos familiares e amigos.


*****
Há algumas semanas encontrei Itamar no Jardim Calheiros da Graça. Perguntou como eu estava observando a política atual, no âmbito municipal. Conversamos. Depois relembrei alguns acontecimentos passados, dos tempos em que ele era vereador, final da década de 1980, e começo da de 90. Interessou-se pela conversa, não lembrava mais de detalhes, tantos anos atrás. Ao final, sorriu, emocionado.

O dia em que a ata sumiu
Pois bem. Certa ocasião, Itamar, da tribuna da Casa do Povo, denunciou possíveis irregularidades que um grupo empresarial estaria promovendo na chamada região da Ilha, especulação imobiliária, essas coisas. Seu discurso foi contundente, com palavras fortes.
Trecho de seu discurso foi reproduzido num polêmico jornal de nossa cidade.
 Dias depois o vereador e o semanário foram convocados pelos criticados, a confirmar o teor das palavras e da reportagem.
  
Naquele tempo os discursos no Grande Expediente da Câmara não eram gravados. Eram registrados nas atas das sessões. Internet era mera ficção.
Os editores do jornal buscaram pela ata da respectiva sessão, para extrair uma cópia, comprovando assim, as palavras do vereador, mas o documento misteriosamente  havia sumido ou se extraviado, sei lá.
Procurado, prontamente o vereador confirmou suas palavras pronunciadas na Câmara e o teor da reportagem publicada. E assinou embaixo, com firma reconhecida e tudo. Tendo em vista sua imunidade como parlamentar, o pedido foi arquivado.

O jornal era O Palanque e seus editores eram Richard Calil Bulos (Chachá), Valmir Guedes Jr. e Alvino José Jr.

Comentário recebido

OK Valmir, o assunto está esclarecido para mim e para minha família, principalmente porquanto há o reconhecimento do vocábulo infeliz colocado no texto e que gerou nossa manifestação.
E de nossa parte, apesar de respeitar tua posição acerca do assunto, mas não concordando em razão da faculdade do "livre pensar", o episódio está encerrado acrescentando que nossa admiração e afeto familiar pelo amigo não diminuíram com o episódio e sinceramente espero que a recíproca seja verdadeira.
Meu abraço fraterno!

Ervin Rubi Teixeira

Manifesto da Grande Loja de Santa Catarina: O Brasil pede socorro

Grande Loja de Santa Catarina lançou neste fim de semana o manifesto intitulado “O Brasil pede socorro”.
O documento concita a todos os seus membros “a se mobilizar e demonstrar repúdio aos maus feitos e maus feitores”.
“Todos os esforços dos homens livres e de bons costumes não tem siso o bastante para impedir nem mesmo reprimir a corrupção que se encontra infiltrada no seio das principais instituições brasileiras”, alerta um dos trechos do documento.
Apela também aos maçons para que "trabalhem no esforço de repudiar, denunciar e agir da maneira mais veemente possível contra esse grupo de pessoas peçonhentas que despejam seus venenos para causar uma paralisia geral no país e locupletarem-se indevidamente do erário."
Eis o documento em sua íntegra:




sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sociedade Musical Carlos Gomes pede socorro

Matéria publicada hoje no Diário do Sul estampa a situação lastimável em que se encontra a Sociedade Musical Carlos Gomes de nossa cidade. 
Banda Carlos Gomes Laguna. Foto: Divulgação PML
A centenária Banda pode fechar as portas e para isso não acontecer precisa de ajuda. A Sociedade União dos Artistas, por sua vez, também não fica atrás e está na mesma situação.

“Não é simples arrumar a sede e por ser tombada existem várias restrições e exigências para o reparo. Estamos cansados de promessas. Precisamos manter este patrimônio lagunense. Nosso sonho é ter a sede inteira, com instrumentos novos, uniformes decentes, salário digno para nosso maestro e renda para fazer a manutenção dos instrumentos. Tudo isso para que os músicos desenvolvam seu potencial”, afirma um aluno. Lamentável.
Para ler a reportagem completa clique aqui 

***************
Banda Carlos Gomes
Em 8 de abril de 1882, a Vila da Laguna ouvia os primeiros acordes da Banda que ultrapassaria um século de existência. Este ano a Sociedade Musical Carlos Gomes completou 134 anos. Seu nome é inspirado no autor do clássico brasileiro O Guarani. À frente da Banda, na regência desde 2005, o maestro Deroci de Oliveira.
Atualmente, formada por 45 componentes, tem repertório eclético, com som dedicado a boa música. 

História
A Sociedade Carlos Gomes já teve as seguintes denominações: Santa Cecília, para homenagear a Padroeira dos Músicos, 13 de Maio, em homenagem a Abolição e mais tarde “Carlos Gomes” nome que conserva até hoje, em homenagem ao artista Carlos Gomes.
Hoje, são 45 componentes e uma dezena de aprendizes que, tão logo, serão músicos. Existem vários músicos formados que integram bandas militares e a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina.
Seus concertos acontecem nas festas religiosas e nos principais eventos da cidade e de outros municípios catarinenses.

A Banda há alguns anos, lançou um CD, promovendo os aspectos histórico-culturais e artísticos da cidade e divulgando ainda mais a música local.

Esclarecimento

Passei os últimos dias, cerca de duas semanas, afastado desta página, pesquisando e escrevendo as biografias de dois lagunenses de nossa saudosa memória: dr. Erwin Rubi Peressoni Teixeira e dr. Norberto Ulysséa Ungaretti, que foram homenageados com nome de rua e avenida pela Câmara de vereadores da Laguna. Merecidamente, saliente-se.

Escrevi as biografias usando minha memória e lembranças de conversas, e também pesquisando em diversas outras fontes, além de entrevistas que fiz em busca de maiores dados. Por isso a demora.
Publiquei as duas biografias ontem e saliento que fui o único na imprensa lagunense a fazê-lo até o momento. Penso, modestamente, que as biografias poderão servir futuramente como material valioso de pesquisa, de consultas a historiadores, estudantes e aos familiares dos homenageados e seus descendentes.

Um dia antes, na quarta-feira, postei um comentário discordando somente da retirada do nome de uma antiga via pública no Mar Grosso para colocação de outro nome. Hoje foi embora a engenheiro Gaffrée, amanhã qual será? Não sou somente eu que tenho esse entendimento quanto a troca-troca de nomes, muita gente também é da mesma opinião.
Além de transtornos cadastrais que essas mudanças causam aos Correios, prefeitura e cartórios, acho – e continuo achando – que ao trocar nomenclaturas apaga-se, evidentemente, o nome do homenageado anteriormente. E se assim o foi em recuados tempos, é porque mereceu a homenagem dada pelos vereadores e prefeito da época, mesmo que seus filhos, netos e bisnetos não morem hoje mais aqui, mesmo que não exista mais ninguém da família, mesmo que todos tenham morrido. É uma questão de memória e história e de ser justo e perfeito com nossos antepassados, entendem?

Em nenhum momento não concordei com a justa homenagem ao dr. Erwin feita pela Câmara e sancionada pelo prefeito. Muito pelo contrário! Bem por isso, com orgulho, atenção e carinho, elaborei sua biografia.
Dr. Erwin foi uma pessoa que sempre estimei, respeitei e que sempre gostou muito de mim e eu dele. Quando nos encontrávamos ficávamos horas conversando sobre Laguna e seu passado. Esse respeito penso que deixei bem claro em todas as matérias postadas até hoje e na entrevista que realizei com ele para meu livro “A última viagem do Malteza S”, quando ele corajosamente, em 1979, como juiz da Comarca, mandou entrar técnicos ambientais no navio encalhado na Praia do Gi, de bandeira grega, salvando Laguna de um desastre ecológico, quanto ao risco de óleo derramado.

Lamento o entendimento errôneo, a leitura equivocada dada a uma única palavra pinçada fora do contexto que alguns membros da família fizeram, em especial o Erwin Filho e Dª Asta, motivando até uma carta-aberta em rede social. Pode ser que a palavra até não fosse a mais adequada porque sujeita a interpretações dúbias, já que me referia única e exclusivamente ao Legislativo lagunense.

Não acho correto – e friso mais uma vez - substituir nomes de logradouros que homenagearam pessoas. Ainda há muitas ruas, avenidas, estradas gerais, projetadas e demais vias em nossa cidade que estão a merecer homenagens.
Esta é minha opinião, isenta e respeitosa e prezando uma família que eu sempre quis bem, com muito carinho. Filhos, tios e tias são testemunhas disso ao longo de todos esses anos. Minha conduta de vida e meus escritos são as maiores provas disso.

A propósito, trecho da biografia dele lida quando da homenagem no dia 9 de maio lá no Fórum e aqui publicada no Blog, foi eu que redigi anteriormente, a pedido de sua filha. Não havia material biográfico na internet, a não ser os que foram escritos por mim ao longo dos anos aqui nesta página. Agora há material farto, para todo o sempre.
Espero ter esclarecido e colocado um ponto final no assunto.


Valmir

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Avenida Desembargador Norberto Ulysséa Ungaretti

(Lei Ordinária nº 1.913/17, de 10 de maio de 2017).

 Passa a denominar-se Avenida Desembargador Norberto Ulysséa Ungaretti, a Estrada Geral da Barbacena, que se inicia no Bairro Portinho, margem com a Rodovia SC-436, e segue em direção a Barbacena no sentido Norte, onde se encontra com a BR-101.

Quem foi

Foto: Fátima Barreto Michels
Norberto Ulysséa Ungaretti, nascido em 15 de maio de 1936, em Laguna, foi um jurista, historiador, professor universitário, advogado e político brasileiro.
 Era filho de Gil Ungaretti, prefeito nomeado da Laguna de 12 de outubro de 1930 a 28 de outubro de 1930, e de Otilia Ulysséa Ungaretti. Era casado com dª Ecely e tinha cinco filhos, Norberto Jr., Henrique, Ana Isabel, Marília e Maria Helena.

Fez o curso primário no Grupo Escolar Jerônimo Coelho, o secundário no Ginásio Lagunense e na Escola Técnica de Comércio Lagunense, formando-se em 1960 em Direito, pela antiga Faculdade de Direito de Santa Catarina, hoje Universidade Federal de SC.
 Foi referência de conduta na classe jurídica e teve uma vida voltada para a prática da caridade, sendo um grande divulgador da doutrina espírita em nosso estado.
 Exerceu a advocacia em Florianópolis até seu falecimento.
 Iniciou sua carreira aos 20 anos de idade, como secretário particular do governador Jorge Lacerda (1956-1958). Na sequência foi convidado a assumir como subchefe da Casa Civil do governo Heriberto Hülse (1959-1961). Foi consultor jurídico e procurador fiscal do Estado, secretário de Estado do Interior e Justiça no governo Ivo Silveira, professor de Direito Civil no Centro de Ciências Jurídicas da UFSC, professor e diretor da Escola Superior da Magistratura de Santa Catarina, desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, membro do Conselho Estadual de Cultura, presidente da comissão que elaborou o anteprojeto da Constituição do Estado de Santa Catarina em 1967, e da Lei Orgânica dos Municípios de Santa Catarina.

Concorreu pela União Democrática Nacional (UDN) a uma vaga na Câmara Municipal de Florianópolis, na 5º Legislatura (1963-1967), sendo eleito com 742 votos, o vereador mais votado na área central da capital.
Em 1965, com a renúncia de Dakir Polidoro à presidência da Câmara Municipal, foi eleito por unanimidade para exercer a função, e reeleito em 1966. Foi a primeira vez na história da câmara que todos os partidos uniram-se para eleger um presidente. Em outubro de 1966, renunciou à presidência por ter sido nomeado secretário estadual do Interior e Justiça.

 Foi sócio fundador e presidente do conselho deliberativo da Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC), sócio fundador e vice-presidente do Lagoa Iate Club -LIC, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e titular da cadeira 40 da Academia Catarinense de Letras, presidente da Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna (SEOVE), entidade que mantém um asilo para idosos carentes em Florianópolis. Foi também membro de bancas examinadoras de concursos para docentes na UFSC e para juízes do Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina.

 Durante os mais de 40 anos em que exerceu a profissão de professor de Direito Civil da Universidade Federal de Santa Catarina, foi sucessivamente homenageado pelas turmas formandas como nome de turma, patrono, paraninfo ou professor homenageado. Suas aulas eram proferidas sentado na cadeira, sem jamais fazer uso de qualquer recurso visual como retroprojetores ou data shows, sendo reconhecidas por grandes lições de vida e pelo dom da oratória.
É autor de trabalhos sobre Direito e História de Santa Catarina. Em 2002 lançou o livro “Laguna: Um pouco do passado”, obra dedicada a sua mãe Otília Ulysséa Ingaretti.

 Foi homenageado pela Câmara Municipal de Florianópolis através do Projeto de Resolução nº 313/94, Resolução nº570/94, recebendo o título de cidadão honorário e, através do Projeto de Resolução nº 212/85, Resolução nº 228/85, a Medalha de Mérito do Município.

Do governo do Estado recebeu a Medalha Anita Garibaldi, Medalha de Mérito Judiciário (concedida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina), Medalha Castorina Lobo de S.Thiago (concedida pela Assembleia Legislativa do Estado), e Medalha do Mérito da Associação dos Magistrados Catarinenses.

Faleceu em 9 de janeiro de 2014, aos 77 anos, em Florianópolis, onde foi sepultado.

Rua Juiz Erwin Rubi Peressoni Teixeira

 (Lei Ordinária nº 1.914/17, de 9 de maio de 2017).

Passa a denominar-se Rua Juiz Erwin Rubi Peressoni Teixeira, a Rua Engenheiro Lucas Cândido Gaffrée, no bairro Mar Grosso, que tem seu início na Rua Abelardo Calil Bulos e seu término na Rua Dr. Aurélio Rótolo.

Quem foi


Foto: Valmir Guedes Jr.
Erwin Rubi Peressoni Teixeira nasceu na Laguna, em 11/3/1932. Filho de Clara Peressoni Teixeira e Rubi Pinho Teixeira.
Estudou no Grupo Escolar Jerônimo Coelho, posteriormente cursando o 1º e 2º ano do estudo complementar em Lages, como interno do Colégio Diocesano daquele município. Concluiu o último ano do 2º Grau no Colégio Catarinense, em Florianópolis, onde colou grau.
Em 1950 prestou vestibular e foi aprovado na antiga Faculdade de Direito, em Florianópolis. Cursa até o 2º ano depois se transferindo para a Pontifícia Universidade Católica – PUC, em Porto Alegre-RS, onde colou grau em 1955 como Bacharel em Direito.

Desde 1953, já era estagiário de direito no Escritório de Advocacia Ariosto Jagger, em Porto Alegre-RS, e onde, já como advogado, em 1955 , vinculado a tal escritório, foi assessor jurídico do município de Santa Rosa-RS.
 Em 1956, é aprovado, por concurso público, no Ministério Público de Santa Catarina, tendo sido nomeado, em 03/2/56, Promotor Público da Comarca de Bom Retiro.

 Em 20/4/1957, casa-se com D. Anny Brown Teixeira, em Porto Alegre–RS, de quem fica viúvo em 14/5/1997, união da qual nasceram os filhos Ervin Rubi Teixeira, Willian Antônio Brown Teixeira, James Brown Teixeira e Cecilia Brown Teixeira.
 Em 30/7/1958, é nomeado Promotor Público da Comarca de Braço do Norte, sendo o primeiro promotor dessa Comarca.
 Em 16/4/1959, é nomeado Promotor Público da Comarca de Turvo (também 1º Promotor da Comarca).
 Em 1960, presta concurso e é aprovado em 1º lugar na magistratura de Santa Catarina, tendo sido nomeado em 24/4/1961 como Juiz Substituto da Comarca de Tubarão.

Em 30/1/1962, é nomeado Juiz de Direito de 1ª Entrância da Comarca de Mondai.
 Em 24/3/1966, é nomeado Juiz de Direito de 2ª Entrância da Comarca de Dionísio Cerqueira.
Em 18/10/1966, é nomeado Juiz de Direito de 2ª Entrância da comarca de Urussanga.
 Em 29/3/1968, é nomeado Juiz de Direito de 3ª Entrância da comarca de Xanxerê.
 Em 29/10/1969, é nomeado Juiz de Direito de 3ª Entrância da Comarca da Laguna.
 E, finalmente, 30/9/1985, é nomeado Juiz de Direito de 4ª entrância da 3ª Vara Cível da Comarca da Capital, sucedendo seu amigo e também lagunense Juiz Márcio de Souza Batista.
Nesse período e até sua aposentadoria, também atuou como Juiz de 2º Grau no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, substituindo o Desembargador e também lagunense Dr. Norberto Ulysséa Ungaretti.

De família tradicional, era um homem inteligente, culto, admirador de música erudita. Com seu inseparável charuto, executava ao piano trechos de tocatas de Bach.
Na década de 50, formou o Conjunto Ases da Melodia, juntamente com Francisco Pfeil Stiker, Cláudio Rodrigues de Araújo Horn, Vérgis Araújo Duarte, Títio Lívio Baião e Newton Vaz. Tocava gaita e sax. Bons e musicais tempos.

Antigomobilista, era proprietário de vários exemplares de carros antigos, entre os quais um Belcar 1966 e um Ford T 1923, o famoso Ford bigode, sua grande paixão.
Foi um dos fundadores, em 1959, da Associação Catarinense do Ministério Público – ACMP.
Em abril de 1961, foi empossado no cargo de juiz-substituto da Comarca da Laguna e em seguida assumiu a titularidade por mais de vinte anos. Foi membro da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC).
Foi testemunha e partícipe de muitos acontecimentos de nossa terra. Nunca cerrou as portas de seu gabinete aos mais necessitados e humildes. Suas sentenças dotadas de amplo conhecimento e estribadas no profissionalismo jurídico eram confirmadas pelos tribunais superiores.

Em 1979, quando do encalhe do navio grego Malteza S, nas águas da Praia do Gi, na Laguna, ante o eminente desastre ecológico de óleo, combustível e milho a ser derramado, que comprometeria todo o eco sistema do complexo lagunar, autorizou os socorristas e técnicos a adentrarem na embarcação para resolverem o problema. Enquanto isso o Itamaraty demorava-se na burocracia.
Pela corajosa atitude, já que envolvia Direito Internacional, foi parabenizado por inúmeras autoridades e órgãos ambientais, entre eles o então senador pelo MDB de São Paulo, Franco Montoro, além do Ministério Público, Câmara de deputados e Associação de Preservação do Meio Ambiente de Santa Catarina – Aprema.
 Sua trajetória profissional sempre foi motivo de orgulho aos lagunenses.

Foi um dos signatários do pedido para o Tombamento do Centro Histórico da Laguna, em 1985.
Alguns anos depois deixou registrado publicamente, numa reunião no Clube Congresso, seu arrependimento ao apoio e pela forma como foi efetuado e conduzido o tombamento. Foi bastante aplaudido à ocasião, pela sinceridade, aliás, uma de suas qualidades natas.

Aposentou-se em 22 de fevereiro de 1990 e faleceu em 19 de janeiro de 2012, aos 79 anos, deixando uma grande lacuna em nossa cidade e para quem o conheceu e conviveu.

Arquivada CPI

Em Sessão Ordinária nesta quarta-feira (31), os vereadores da Laguna estiveram reunidos para leitura e votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que investigou denúncias contra o prefeito Mauro Candemil, o vice-prefeito Júlio Willemann e outros.

O vereador Rodrigo Moraes (PR), relator da CPI, apresentou relatório pedindo o arquivamento das denúncias contra o prefeito. O relatório foi aprovado primeiramente pelos membros da Comissão e depois foi levado ao plenário para discussão e votação.

Moraes ainda destacou, no seu relatório, que tais denúncias já estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual.

As denúncias (seis itens sobre contratos e aditivos de contratos) foram apresentadas pelo vereador Osmar Vieira (PSDB), e depois seguiu para investigação.

Mesmo sendo pedido o arquivamento das denúncias, o relatório final ressaltou uma série de recomendações que devem ser adotadas pelo Poder Executivo e foi aprovado por 12 vereadores. (Ausência do vereador Rogério Medeiros (PP).

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Quem foi Cândido Lucas Gaffrée

Filho de Antônio Gaffrée e Maria das Dores Lucas, nasceu em Bagé (RS), em 12 de fevereiro de 1886.
 Cândido Gaffrée.
Sobrinho e afilhado de Candido Gaffrée, empresário, industrialista. Um dos sócios da Companhia Docas de Santos, empresa responsável pela construção do Porto de Santos. Seu tio era sócio dos Guinle, donos das docas de Santos e de um império econômico no fim do séc. XIX e início do XX.

Cândido Lucas Gaffrée, era engenheiro de Portos, Rios e Vias Navegáveis, funcionário do Departamento Nacional de Portos e Navegação do Ministério da Viação.
Estudou engenharia no Rio de Janeiro, morando no palacete (que existe até hoje naquela cidade) de seu tio e padrinho o Velho Cândido Gaffrée.

O engenheiro Gaffrée, chegou em nossa cidade em outubro de 1916 pelo vapor Max, para chefiar as obras de construção e melhoria dos molhes e porto da Laguna. Assumia no lugar de Polydoro Olavo de Santhiago, que havia falecido.
Desde o início dos trabalhos defendeu os investimentos do governo federal nas obras do porto da Laguna. Com isso, levantou bandeira em favor da nossa cidade, contra o porto de Imbituba, particular e de propriedade do industrial Henrique Lage. Sobre Imbituba dizia que o porto estava sendo construído clandestinamente, sem fiscalização do Departamento.

Colaborou com artigos para o jornal O Albor, sendo muito querido em nosso meio social, juntamente com sua esposa Aracy Pereira Alvim Gaffrée, dedicada benemérita de entidades beneficentes, como por exemplo a Caixa Escolar do Grupo Jerônimo Coelho. O casal teve seis filhos: Antônio Augusto Alvim Gaffrée, Henrique Mário (falecido em tenra idade), Cândido Gil Alvim Gaffrée, Lígia Alice Alvim Gaffrée, Gilda Elisa Alvim Gaffrée e Yo-Dori Alvim Gaffrée.

Em 1917 requereu à Municipalidade as terras onde construiu sua propriedade, na subida (ou descida) do morro, já no Mar Grosso.
Casarão construído pelo engenheiro Gaffrée para sua moradia, no Mar Grosso e vendido posteriormente à família Mussi. Pintura: arquivo família Mussi.
Publicou o trabalho “Estudo e projeto do porto de Laguna”. In: Ministério da Viação e Obras Públicas. Relatório da Inspetoria Federal de Portos, Rios e Canais dos serviços relativos ao ano de 1922. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1924.
Com o retorno do engenheiro ao Rio de Janeiro em 1925 e seu falecimento naquela cidade em 11 de outubro de 1940, o casarão que construiu na Laguna foi vendido à família Mussi. Está sendo restaurado por herdeiros da família Daux-Mussi. A esposa Araci faleceu também no Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1950.
Cândido Lucas Gaffrée, pelo seu trabalho e luta em prol do porto da Laguna, foi homenageado mais tarde com nome de rua em nossa cidade, no bairro Mar Grosso, na administração (De 1/03/1936 a 2/01/1948) do prefeito Giocondo Tasso.

“Amigo de seus amigos, sem ser inimigo de seus inimigos”.
Antônio Guimarães Cabral, o Chico Tostão, foi superintendente municipal da Laguna e tornou-se grande amigo de Gaffrée. Numa carta-aberta publicada no jornal O Albor, quando do falecimento de Gaffrée, assim se manifestou em 13 de outubro de 1940:

"Expirou um ilustre engenheiro. Expirou um amigo da Laguna. O dr. Gaffrée foi um bom.
Todos que o conheceram podem atestar esta verdade. Aprimorada educação, coração boníssimo, sempre aberto para a prática do bem.
Amigo se seus amigos, sem ser inimigo de seus inimigos. Tinha prazer em ser útil. Muitas das vezes podendo se prejudicar, era útil pela grandeza de seu coração".

E mais adiante:
"Foi grande amigo da Laguna, dedicando-lhe grande trabalho mental em prol de sua barra. Defendeu sempre com ardor a causa portuária lagunense".
Ao final do texto, Antônio Guimarães Cabral informa que havia escrito uma carta ao prefeito da Laguna Giocondo Tasso, apelando para que o mesmo desse o nome do engenheiro Graffée a uma avenida do Mar Grosso, o que de fato aconteceu:
"Estou certo que o sr. prefeito aceitará a minha lembrança. Com isso praticará um ato, simpático e justo", finaliza Cabral.

PS: Pois neste mês de maio de 2017, injustamente rasgaram a homenagem feita, veja só leitor, há quase 80 anos!, ao engenheiro Cândido Lucas Gaffrée que agora deixou de ser nome de rua em nossa cidade, por conta de projeto de lei apresentado e aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Mauro Candemil. 
Nada contra a homenagem, muito pelo contrário, acho justa, perfeita e de grande merecimento a que foi efetuada. Penso somente que não se deveria é alterar nomes de ruas já consagradas e que, em algum momento do passado, homenageou outras personalidades.